quarta-feira, 30 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Quando a saúde nos falha
Atendamos que ao momento
È Deus que nos ralha
Por falta de cumprimento.

COMO SOIS

Sois vulgares salteadores,
Ágeis na arte de sacar valores,
Usando todos os meios

Para criar leis duvidosas
Próprias de gentes manhosas.
Sois maus, porcos e feios!

A NOVA DESCOBERTA

Porque esperamos, afinal
Para voltar a transformar
Este país que é Portugal,
No centro do Turismo ímpar?

Temos tudo de mão beijada
Em cedência de mãe Natureza.
Mas certa gente desleixada
Não visiona esta certeza.

Formem a juventude actual
Como dinâmicos profissionais.
Aprender línguas, o essencial.
Cultura e arte no fazer mais.

Será, uma "nova descoberta"
Como aquela levada a Oriente
Que uma vez a "porta aberta"
Nos inundou de estranha gente.

Ouro correndo, incalculável
Tal a abundância do negócio,
Marcou uma era notável,
Sem tempo para o ócio.

O nosso presente filão
É o Turismo, nas suas vertentes.
Desde quando invoco, a razão
Às nossas amorfas gentes?!

Não queremos só Lisboa,
Porto ou outras cidades.

Há muita coisa boa,
No todo, das comunidades.

Fica o recado no ar.
Acordai madraços!
Portugal não pode esperar
Que o reduzam a pedaços!

SINTO-ME DOENTE

A minha vida, a outras igual
É temperada com doce e sal.
A vida é mesmo assim:
Hoje mal, amanhã melhor.
Vai variando de sabor...
Pior, quando se torna ruim.

"De má raça"pela doença
Suporto mal essa avença.
E porque a idade vai avançada,
Sinto-me algo pessimista.
Consultei, todo o especialista.
A "carcaça"continua cansada.

Ressonância e Raios-X
Electros, ecografias, o que se quis,
Na procura deste meu mal.
Sujeitar este velho sem paciência
À "maquinaria pesada" da Ciência,
Sem esquecer, a tomografia axial...

Até que por fim, finalmente,
Em consulta médica recente,
O meu ilustre doutor nefrologista,
Me deu resposta: O mal é o PDI.
Enquanto tal afirma, me sorri,
No seu jeito peculiar e trocista.

Pois é! O mal da idade
Na crueza da verdade.

terça-feira, 29 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Canta o galo na capoeira
Quando a galinha põe o ovo.
Terá certa a brincadeira,
Pode "picá-la"de novo!

COMO É POSSÍVEL?

Será apresentado, Plano do Governo
Para os próximos quatro anos.
Falando neste termo,
Pretende-se continuar os danos?

Mas como podem programar
Se a sua presença é duvidosa?
Acham que no acto de votar,
Não vão sentir, o "cheiro da rosa"?

É preciso ter grande "lata"
Para criar falsas ilusões.
As que temos, até à data,
Já classificaram os figurões.

Deixai-vos de tretas e balelas.
Cozinhai o repasto, noutras panelas!

A "FESTA" CONTINUA

A "coelheira"transformada em harém.
O soberbo "sultão" achou por bem,
Recrutar muito e bom mulherio.
O tal que queria reduzir o sultanato.
Mas vendo-se tão bem no retrato,
Resolveu mudar de pio.

ESTOU À ESPERA

Quando sentir o retorno à carteira
Do que se foi, na vossa roubalheira,
Poderei dizer, "isto está melhor"!
Enquanto tal não acontece
E por cá, nada aquece nem arrefece,
Continuamos a viver, bem pior!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Dia Mundial do Sorriso
Sorria a quem está à sua beira
Mas "Muito riso, pouco siso"
Não será a boa maneira.

SAIAM À RUA

"Aves no choco"saiam da casca
Abandonem o conforto do ovo.
Deixem de fazer política rasca,
Venham à rua ouvir o povo!


CHEIRO A ORDINARICE

É fétido o cheiro que vem da coelheira.
Pior que o do mofo, tão criticado
No pretender mudar a maneira
E o 25 de Abril ser renovado.

Só por jovens, mal eleito?
Que sabe a juventude da data?
Gostaria de ver com que jeito,
Organização de "fato e gravata"!

Para seu total governo
Saiba que revolução é do povo.
Não será, um simples estafermo
Que lhe dará cenário novo.

Tenha mais tento no falar.
Meça as palavras com cuidado.
A época da "caça"vai começar
E tudo indica que será "chumbado"!

domingo, 27 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Baralham para nos confundir?
Somam-se as trapalhadas
Que não são para sorrir
Pois nos tiram as mesadas.

DESILUSÃO DE POETA

Noto algumas diferenças
Entre os velhos e os idosos.
Diferentes nas apetências.
Mais ou menos gulosos.

Prazeres do garfo e faca
São comuns à gulodice.
Há sempre quem se destaca.
Não invento, alguém o disse.

É assim cá nesta casa
Quando se fala de Poesia.
O desinteresse, extravasa.
Chega a causar agonia.

Se lamenta o "pobre poeta"
Não reconhecido na "arte"
Fazendo figura de pateta,
Ao sentir-se posto de parte!

21 de Março, "Dia Mundial da Poesia"


sábado, 26 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Como a saída limpa
Se têm as mãos sujas?
Com o país não se brinca!
Ide lavar as ditas cujas.

DESCRÉDITO

Fui um militar convicto
Honrando a farda que enverguei.
Jurei Dever. Estava escrito
E nunca a Pátria envergonhei.

Defendê-la até à morte
Constava de juramento feito.
Não foi necessário. Minha sorte.
Mas fiquei preso ao conceito.

25 de Abril, a Revolução!
Dos cravos, ficou registada.
Liberdade e alguma desilusão,
Aos anseios, pouco ou nada.

Dizem ter trazido a democracia.
Onde está? Qual a morada?
Nalgumas mentes em fantasia?
De democrata, só a palavra!

Permite sim, o falar fácil.
Hoje, muito se fala e barato.
Quanto ao resto, modo retráctil,
Para embrulhar, o caricato.

É necessário viver e sentir
Para avaliar em medida real,
Se não estarão a mentir,
Os que mandam em Portugal.

25 de Abril, já lá vão 40 anos,
E continuam, tantos os danos!...




RESCALDO

25 DE ABRIL 1974

O que se conquistou nesse dia
E o que se perdeu nos seguintes?
Naquele, reinou a franca alegria,
Depois, se deu lugar aos pedintes!...

PERSPECTIVA DE FUTURO

Com trela e açamo
Até dois mil e trinta e oito?
Sim senhor, meu amo!
Já não sou país afoito!

Voltei a estar amordaçado
Em ditadura diferente.
Como pobre endividado,
Já não tenho voz corrente.

Não o lamento pelos "bandalhos"
Que nos conduziram a tal.
Fizeram mal os trabalhos,
Arruinaram, o nosso Portugal.

Choro sim, pelo seu povo
Eternamente sacrificado
Pois continua a dar de novo,
O que já deu no passado.

Já não somos um país.
"O Rei vai Nu"sou eu quem o diz!



sexta-feira, 25 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

A "Revolução dos Cravos"
Que se celebra em Abril,
Não nos tirou os agravos..
Somados, são mais de mil!

MULHERES DE LUTO

Mulheres do luto antecipado
A quem a guerra assim vestiu,
Terão sempre como legado,
Aquilo que em Abril se viu.

A revolução que mereceram
Se fez e se cumpriu desejo.
Passados anos, vos esqueceram

Ma para vós, há sempre um beijo.

Que representa quem ficou
Em terras d'África distante
A Pátria, essa vos herdou,
Viúva ou mãe de mau instante.

Falam das muita conquistas.
Prefiro dizer o que perdemos.
A paz, longe das vistas!
Do mais,...apenas somenos.

A cada um o seu Abril-
Assim é em democracia.
Poder criticar o servil
Elogiar (poucos) os de valia-

quinta-feira, 24 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

A má sina irá prosseguir.
Sai a Troika, fica a desgraça.
Entretanto, no ir e não ir
O mal, esse não passa.

JUÍZO FINAL

Entrámos no "Juízo Final"!
Mora o "regabofe" em tribunal.
Juíza alérgica ao trabalho
Tem oito mil casos em atraso.
Como se resolverá esta caso?
Mantém-se a "Dama" no baralho?

INDESEJÁVEIS

A Troika está de abalada.
A saída merece ser saudada.
Mas a dúvida, essa fica.
Só nos  deram a desgraça
Que a nossa política disfarça,
Com a cobiça que suscita.

GRANDES VIDAS

Não temos bom Governo
Mas senhores que se governam.
Há que por termo,
Dar lugar aos que "hibernam",

Em desemprego prolongado,
Enquanto outros doutores,
Juntam tudo o que somado,
Lhes dá chorudos valores.

Para isto ter fim, será assim:

Cada ser, um só emprego.
Nada de acumulações.
Não digam, ao "Zé-labrego"
Que faltam as condições.

Distribuído por toda a gente
O "bolo" será suficiente.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

País com tanto sucesso
Por todos reconhecido,
O que não teria em excesso
Com "maestro"bem escolhido?

PARA MANTER A LINHA

Afinal, o corte nas gorduras
Na mente daquelas criaturas,
Visa o ramo alimentar,
Dos indígenas deste burgo.
Sal e açúcar em expurgo,
Para ninguém engordar!

Com tais cérebros empedrados,
Que desejáveis resultados
Poderemos nós vir a obter?
Cada ideia, sempre luminosa,
Revela a maldade manhosa
Dos senhores do Poder!

DIA MUNDIAL DO LIVRO

O LIVRO

O meu conselho de velho,
Aos jovens, como evangelho:
Nunca se cansem de ler.
O Livro é amigo do Homem.
Tal verdade bem a tomem.
Lendo, estarão a aprender!

terça-feira, 22 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

À Troika se diz que sim
Seja qual for a exigência.
É um Calvário sem fim
Desta nossa penitência.

A HISTÓRIA (COMO A VEJO)

Cravos rubros naquela primavera
Que foram protectores de boca
Das armas empunhadas em espera,
Do fim duma ditadura louca.

Passaram de mão em mão
Em gentes que se abraçaram
Desconhecidas até então,
Irmanadas na vitória que cantaram...

E após Abril veio o Maio,
O primeiro vivido em liberdade.
Aí, como a explosão de um raio
Se confirmou a desejada verdade.

Suprema e total ventura!
Para trás, o medo e a incerteza.
Renascia a velha Cultura
Da Ditosa Pátria Portuguesa
.

E vieram os políticos exilados,
Ar triunfante, donos da História.
Alguns, porque bem acomodados,
Foram no exílio, apenas escória.

Fugidos à guerra, porque podiam,
À sombra de cobardia disfarçada,
Julgaram ser eles que venciam,
A ditadura, na hora destroçada.

Começaram as lutas pelo Poder.
Ganharam-se títulos e formaturas.
Gentes de escasso ou nulo saber,
Transformaram-se em ilustres criaturas.

A "festa" continuou, interminável.
"Baladeiros barbudos", tropa desleixada.
A moral, chegou a ser miserável.
Mas era o Povo quem mais ordenava.

Medos, atropelos, sevícias,
A loucura da libertinagem,
Comandada por formadas milícias,
Tentando operar a viragem.

Novembro, o ponto final.
Um Homem, impôs o respeito.
Parcelar, não o total.
Algo mau, já estava feito...

Todos sabemos da consequência.
Pelo voto fomos elegendo.
Mas como provou a evidência,
Pela mesma, continuamos sofrendo!...

Até quando?
Até que outro Homem,
assuma o "Comando"!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

A "cabrada" anda à solta
Fugida do seu redil.
Antes que de novo afronte,
Prometemos, novo Abril.

CONQUISTAS DE ABRIL

As conquistas proclamadas
De longe a esta data,
Em Abril são celebradas,
Nem sempre de forma cordata.
rança que lavra
Porque no reverso da medalha,
Muito também se perdeu,
A favor de certa "gentalha".
Parece que tal se esqueceu!...
Esta justiça inexistente,
A insegurança que lavra,
Liberdade, p'ra certa gente,
Reside só na palavra.
O dizer, do mal sentido
Ou denúncia da corrupção?
Deixou de ser anseio contido
Mas não nos garante o pão.
Democracia, a grande conquista,
Semântica algo errada,
Prova provada bem à vista,
Com a maioria instalada.
Fazendo as leis a seu gosto,
Lesando a mais pobre criatura,
Aqui, no alto do meu posto,
Considero-me, viver em ditadura.
A chamada ditadura dos votos
Que nos pedem com promessas.
E nós, cristãos bons devotos,
Lá vamos, atrás das conversas!

S.L.B.,.S.L.B.

Até o Marquês de Pombal
Saudou o Campeão Nacional.
Alguém lhe vestiu a camisola,
Enquanto se gritava, SLB!
Mas houve um não sei quê,...
O leão, não gostou da graçola!|

Porque estava ali ao lado
E não gostando do encarnado
Teve de suster o rugido.
À volta, na Praça, a multidão
Cantava 33, pois então!...
Num mar vermelho bem colorido!

Digam lá o que disserem,
Por aqui nada mudou.
O que as pessoas querem,
Desde sempre perdurou!

domingo, 20 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Páscoa do Senhor É hoje o seu dia. Dos Cristãos, festa maior, Celebrada com alegria!

PÁSCOA

Festa da Igreja! Com alegria se festeja A Ressurreição de Cristo. O sacrifício da sua morte Tentou mudar a nossa sorte. Ficou apenas,o registo!

sábado, 19 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

As exigências do FMI
São cumpridas a rigor
O País se curva e sorri
Às ordens do seu senhor!

PENSÕES CONDICIONADAS

Se a tal aberração for aprovada,
Este País deixará de o ser.
Manicómio, designação apropriada,
Ou arte de saber empobrecer.

Só que no mundo dos loucos,
Há quem deles se aproveite.
Vão-se matando aos poucos,
Com sádico e pérfido deleite!

Mas tenham muito cuidado!
Há loucuras bem violentas.
Um miolo, "se for virado",
Dará um cabo das tormentas!

A VOZ AMORDAÇADA

A Senhora Dona da Assembleia
Faz asneiras, volta e meia.
Depois daquela triste figura,
Perante os Capitães de Abril,
Resolveu tomar atitude servil,
Tentando alterar a postura.

Lavou as mãos como Pilatos,
Para se esquecerem os actos.
Após submetidos à apreciação,
Dos ilustres senhores deputados,
Os militares foram vetados.
Não podem ter participação,

Na intitulada Casa da Democracia,
Ou do Povo, (que hipocrisia),
Como se o Povo se ouça falar!
Falam "eles", os desconhecidos,
Do Círculo, porque escolhidos,
Mas com pouco para contar!

Eles porem, irão mesmo falar.
Na rua, em pleno ar!
Aí sim! É aí que está o Povo!
Ouviremos pois, uns e outros.
Na digníssima Assembleia, os doutos,
Fechados, no seu ninho, em ovo!

E o medo que tiveram,
Excluindo a voz que não quiseram,
Irão sabe-la, por outros meios.
Irão sentir, "as orelhas a arder"!
O facto de serem, o Poder,
Não lhes tira os muitos receios!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Hoje, Sexta Feira Santa,
Amanhã, Sábado de Aleluia,
Da Páscoa que se canta,
No Domingo, com alegria!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

A homem que se eleve
Acima do seu semelhante
Um prémio se lhe deve
Por ver mais adiante.

SENTIR FOME

Há fome no meu País!
A evidência, assim o diz.
Quem a provoca, é sabido,
Decerto nunca a sentiu.
Só um estomago vazio,
Sofre, por não ter comido!

INVENÇÕES PARA SACAR

Perdemos a vontade de rir
Quando a ministra alude,
Que andamos a consumir
Produtos nocivos à saúde.

Se assim é, existe crime!
E o Governo tal permite?
Proibição que não se exime,
É porque satisfaz apetite,

Pelas receitas da taxação.
De tal modo que p'ra variar,
Não resiste à tentação,
De ver o IVA aumentar!.

Com o argumento sagaz
De classificar "maus consumos"
E deixá-los, quem for capaz,
Os chocolates e os sumos!

Esta, uma das tiradas infelizes
Que fará chorar, os petizes!


PORTA ABERTA

Mais um "passarão"
Posto à solta da gaiola.
Recebe parte do perdão
Por ser pouco "mariola".

A mando da juíza
Que não vê perigo maior.
Assim, a vida lhe ameniza.
Andar cá fora, é melhor!

Mas cuidado com surpresas!
O fulano, tão "encrencado",
Não olhando às despesas,
Pode "voar p'ra outro lado"!

Posição bem delicada
De quem deu a liberdade.
Com a porta escancarada,
É só dizer adeus à cidade!

Cá para mim,a Justiça Brasileira,
Não deve gostar desta brincadeira!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

O que somos na Europa?
Mal comportados meninos
Ou simples faxinas da tropa
Que comanda nossos destinos?

O TREMENDO SUCESSO

Ao fazer baixar a metade,
A meta do imposto e previsto,
Deverá sentir grande vaidade,
O "artista Primeiro-Ministro"

Quiçá, receberá medalha
Ou titulo, "O Melhor da Europa"
À custa da "sua gentalha",
Como decerto nos topa!

Quando receber o diploma,
Pelo seu enorme feito,
Terá de nós a vergonha
E o remorso, por tê-o eleito!"

ARCO DA GOVERNAÇÃO

No "arco e no balão"
Da actual governação,
Parte dos bafejados,
De tal "sorte grande"
Algum nos garante,
Pensar, ser dos iluminados?

Reconhecer em si, competência
Para cargo de exigência,
Face aos seus reais valores?
E, quando se for embora
(Não tardará pela demora),
A quem irá pedir favores?

REFORMA DO ESTADO

Três anos de promessa vã,
Para "meter a facas na marrã"
A dita, grande porca do Estado.
Com pompa e circunstância,
Foi dada a conhecer a importância,
Muito aquém do desejado.

Cortam-se umas tiras à gordura,
De "entremeada", pouca fartura,
Se comparada aos roubos efectuados,
A funcionários e trabalhadores,
Os primeiros a sofrer rigores,
Seguindo a marcha dos reformados.

Cá estaremos para ver,
o que nos irá acontecer!

PROBLEMAS...

"O problema é deles"!
À partidas, a frase é reles.
Foi dita por alta figura.
Tão somente, a segunda do Estado.
Ninguém ficará calado
Com tanta falta de lisura.

PESSIMISMO OU REALISMO ?

A vergonhosa proposta
Que se pretende ver imposta
Sobre o cálculo das pensões,
Indicia dizimar os reformados
Que como lixo são tratados
Por insensíveis figurões.

Indexar, ao evoluir da Economia
Num País, de reles sabedoria
Na arte de bem governar,
Terá como causas e efeito,
Agindo à luz do direito (?),
A "caldeirada que quer cozinhar".

Outra das cláusulas da maldade,
Reside no evoluir da natalidade.
O lirismo, na máxima léria.
Juntas, as duas condições,
Será fácil chegar às conclusões:
Caminharemos p'rá miséria!

QUADRA DO DIA 15

Cantas bem mas não convences.
São cantigas de ninar.
Como cantando tanto mentes
Quem poderá acreditar?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Vos devoto o meu desprezo
P'la insensibilidade demonstrada.
Moral de tão baixo peso,
Se define: não valeis nada!

OS DITOS DA SENHORA

Diz a Ministra das Finanças,
A emigração traz benefícios ao País.
Só para lhe encher as panças.
Sobre os sacrifícios, nada diz!

REFORMA DAS PENSÕESM

O valor das pensões
a mudar, anualmente?
Sereis meros foliões
Ou falta-vos juízo na mente?

E os encargos devidos
mudarão conforme o vento?
Vocês são doidos varridos
ou têm falta de tento?

País "sem Rei nem Roque"
apesar da sua velhice?
Continuamos a reboque,
mercê da tanta aselhice.

METÁFORAS

Presidente, a pregar no deserto.
À solta, um coelho esperto
Foge aos "tiros de inseguro".
Poupanças e reformas desfeitas
Por governações mal feitas...
A bruxa prevê, negro futuro!

BASTA !

É tempo 
de recolher à "coelheira".
A contento
escolher outra maneira
de se governar.
Chega do mal feito!
Vá agora trabalhar
se para tal tiver jeito!

Para fazer isso
desejamos, rápido sumiço!

domingo, 13 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Como conseguir empregos
Se os "maiorais"instalados
Fazem dos outros "labregos"
Somando vários ordenados?

É O CHAMADO 3 EM 1

Deputado e Vice de bancada,
Quadro bancário e dirigente,
Como tinha fraca mesada,
Do AICEP, é agora Presidente.

Três cargos num só homem,
Neste egoísmo de chamar a si.
Sabendo, as verdades se tomem:
O desempregado não sorri.

Casos semelhantes, às carradas.
Há quem amealhe empregos.
São práticas "favas contadas",
No reinado dos soberbos!

OS "EMPLASTROS"

Vejo-os e não resisto...
Atrás de Primeiro-Ministro
Há sempre um "paspalho".
Normalmente, Secretário
Do Estado, com bom honorário
Mas que faz, mau trabalho!

Alguns até provocam riso.
Falta-lhes, o "dente do siso".

sábado, 12 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Quem vê caras não vê corações.
Mas há uns certos senhores
Que reflectem nas feições,
A pobreza dos seus valores.

OBEDIÊNCIA ÀS ORDENS

A Dona São da Assembleia,
Segunda figurinha do Estado,
Por vezes, tanto se enleia

Que temos, "o caldo entornado".

Esquece que o seu "assento",
Bem o de todos os restantes,
Se deveu ao tal Movimento,
Com tantos riscos, constantes.

Proibir, os "Capitães de Abril"
De expressar o uso da palavra,
Poderá ser diagnóstico senil.
Ou de pessoa despeitada!

Porque não foram eleitos?
Desculpa oca sem jeito.
Mais justificavam os feitos,
Do que um deputado eleito!

A menos que não fale por si
E a ordem, vinda da "coelheira",
Lhe dê os motivos porque sorri,
Qual "pau mandado", bem ordeira!...
.

GULA INSACIÁVEL

Pode ser um pecado mortal
Muita gente, tal concorda.
Mas se fizesse algum mal,
Não havia gente gorda!

DIZER MAL E GANHAR BEM

Há pessoas com muita arte.
Partem da defesa ao ataque
De uma forma invulgar.
Também os vejo, vice versa.
Uma maioria, por aí dispersa.
São fáceis de encontrar.

Como a senhora Dona Berta,
Mulher das ilhas, bem esperta!
Criticou duramente, o Primeiro,
Recebeu dinheiros indevidos...
Mas alguém lhe deu ouvidos
E foi colocada em cargo cimeiro:

Secretária de Estado da Defesa!
Do assunto, tem alguma certeza?
É pasta adequada à senhora ilustre?
Dúvida sem qualquer relevância.
Se o próprio chefe, na circunstância,
Se confessa em "branco", no ajuste...

PERGUNTO...

À pergunta, alguém me diz,
Há honestidade neste País?
São diárias as promiscuidades
A todos os níveis e sectores,
Do baixo, aos ilustre doutores,
Tudo são, anormalidades!

Nunca foi tanta a roubalheira.
Esquemas, de vária maneira,
Com artes de profissional.
E o Executivo, tantos senhores...
São ludibriados, quais amadores!
E não querem, que isto vá mal?...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

É fácil dizer estar bem
Em relação ao passado
Por vezes até convém
Manter o povo enganado.

POETA DESILUDIDO

Noto algumas diferenças
Entre os velhos e os idosos.
Diferentes nas apetências.
Uns, mais ou menos gulosos...

Os prazeres do garfo e faca
São comuns à gulodice.
Mas há quem se destaca.
Alguém atento, o disse.

É assim cá nesta "casa"
Quando se trata de Poesia.
O desinteresse, extravasa.
Chega a causar agonia.

Se lamenta o "pobre poeta",
Sem reconhecimento da arte,
Fazendo figura de pateta,
Sentindo-se posto de parte!







quinta-feira, 10 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Sendo a gula insaciável,
Está encontrada a razão.
Será mais pobre o miserável,
Engordará, o seu patrão. 

MAL CONTAGIANTE

Este e todos os Governos,
Nomeados para governar,
Esqueceram os bons termos,
Trataram sim, de se "amanhar"

"Eles"e seus apaniguados,
Cavaram valas de boa lavra,
"Semearam" leis, com cuidados
E colheram, à custa da plebe escrava.

PENAS APLICÁVEIS

Pulseira ou mera prescrição,
Pena suspensa, porque não?
Castigos em voga, cá no burgo.
Não há cadeias suficientes
Para "albergar" as más gentes.
Vale-se, do simples expurgo!

"... CAUSA FINITA"

"Roma falou,
a questão ficou decidida".
Um burro zurrou,
em récua comprometida!

Em latim, tal apregoa,
Um Secretário de Estado.
Se revelou, má pessoa,
No desempenho do cargo.

A frase, cheira a ditadura.
Do mando, quero e posso.
Na eleição de tal criatura,
Mal empregado, o esforço!

HISTÓRIA DA CAROCHINHA

Um esquema maquiavélico,
Globalizado e sistémico,
Envolveu a alta finança.
Na justiça, há casos decorrentes.
São muitas as más gentes.
De todos, se perdeu a confiança.

Cedidos empréstimos vultuosos,
A entidades geridas por mafiosos
Que colheram somas consideráveis.
Unidos em esquemas engendrados,
Sem tomar quaisquer cuidados,
Sob o manto de advogados notáveis.

A falência do vígaro devedor
Deixou a Banca com penhor.
Esta, lança ao Governo o apelo
E este, para salvação do banqueiro,
Arma-se em "defensor mosqueteiro"
E suporta o risco, com todo o zelo!

Injectam-se os milhões necessários
Que nós indígenas, como "otários"
Pagaremos, com "língua de palmo"
Porque somos - se diz - o Estado,
E mesmo nem visto nem achado,
É o "Zé" que recita o triste salmo.

E os culpados? Os tais magnatas?
Em julgamentos, algo psicopatas,
Obrigados a devolver, quem lesou,
Andam por aí, passeando sorrisos,
Pois nas Varas de todos os Juízos,
O Senhor Procurados... se aliou!...

"Adormecido", deixou prescrever.
Em "paraíso fiscal", o bolo a render...
Venceu a vigarice e o despudor.
Paga o povo com encargos anormais,
Indevidos, pois neste "reino de animais"
Todos se absolvem... sendo doutor!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Usando de grande alarde
A arma dos burlões é a palavra.
Descobri esta verdade
Em político que falava.

LADAINHA DA TRISTEZA

Transformaram parte do povo
Numa multidão de mendigos.
A Ocidente, nada de novo.
Sucedem-se os muitos castigos.

Hoje, reduzidos à penúria,
Vidas erguidas com esforço
Porque "deles"nasceu a incúria.
Do projecto, só mero esboço.

Invocam dos outros a razão
Para impor a razão da força,
Criando a fome de pão.
Lamentos, não há quem ouça.

Aumentam os desabonados
Com encargos não suportáveis.
Como pagar sem ordenados?
E os pobres são já, miseráveis?

Retomo pergunta antes feita:
No dia em que não pagar
Pela roubalheira que me sujeita,
Que escolha? A morte ou roubar?

LADROAGEM

Para me defender de ladrões
Montei alarme contra intrusos.
Goradas as minhas intenções.
"Eles" têm novos usos.

Invadem por via postal
Em envelopes registados.
IMI, IRS, multa ocasional,...
Às claras, não mascarados!

terça-feira, 8 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Até os burros se entendem
Para partilharem a ração
Vocês não compreendem
Tão elementar ilação.

VULGARIDADES

Chega a ser uma pilhéria
Ou limitação, de certeza
Se apenas a "matéria"
Cabe "em cima da mesa".

Linguagem boçal e corrente,
Da gente igual à palavra.
Vulgar, diz mas não sente,
E a promessa sai "furada"!

EMERGÊNCIA MÉDICA

Por vezes, falta o médico,
Ou a viatura tem avaria.
Há sempre um risco sistémico
E a morte não se adia.

Aconteceu no Alentejo.
Duas vidas não se salvaram.
Culpados? Não os almejo.
Decerto, nada pagaram!

É BEM PIOR

Uma lei contra natura
Aprovada em democracia,
Será pior que ditadura,
Pois se vale da maioria.

Como crime, à face da lei,
Na razão directa do voto,
É fragilidade da grei,
Mesmo não sendo devoto.

Por este andar,
A culpa nunca irá casar!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

O Estado Devedor/Pagador
Cobra com juros de mora
Quando paga é por favor
Sempre atrasado na hora.

O PODER DO SOL

Hoje e agora,
Coloco o azedume na penhora.
Voltou o sol da primavera!
Com ele, tudo resplandece
Na natureza abençoada.
Já farta de tão molhada,
Temos a luz que aquece!

Vejo mais cor na vida
E porque tão colorida
Fecho portas à desgraça,
(Sabendo que ela persiste).
Se anunciam as novas pascais:
Ordenado mínimo, tendo mais,

Uns cobres p'ra quem resiste.
Símbolo da quadra, o "coelhinho"
Demonstrando muito carinho,
Abrirá "cordões às bolsas estatais"-
Benévolo, compreensivo, finalmente?
Dirá que sim à pobre gente!

E os reformados? Os outros que tais?!

Não terão direito ao "ovo"?
Será raça à parte deste povo?

Quaresma, Abril de 2014



FOTOCÓPIAS TELEVISIVAS


A simpática Dona Alberta
Modera a "Antena Aberta.
Outra rival na "Opinião Pública"
E mais uma no canal Sic,
Todas lançadas em despique,
Na concorrência lúdica!

DÁ E TIRA

É o momento do dar agora,
O que irão tirar na hora.
Sempre assim foi e será,
Enquanto o mundo for mundo.
Tal verdade está no fundo,
Veremos se não se verá!...

PROMESSAS "ENVENENADAS"

Há uma vaga promessa,
Já com indicação controversa.
Aumenta-se o escasso salário
Mas, se, porém, contudo..., 
E é neste provável conteúdo
Que residirá, novo calvário?




SEM DUVIDAS

É pior uma oferta duvidosa
Do que a mentira piedosa.
Melhor porém, é ser honesto.
Tratar as coisas pelos nomes,
Dizer tudo o que "comes"
Não deixar aos outros, o resto!

domingo, 6 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

"Parvalorem"!
Talvez aí resida o erro.
Com tal nome que tem
Só pode conduzir ao enterro!

MISTER JESUS

O sonho do treinador Jesus,
Parece que mora na Liga Inglesa.
Se tal, aumentará o peso da cruz.
Será de fugir, de certeza.

Ouvir explicar a táctica,
À moda "shakespeareana",
(De praia, escassa prática)
Será de riso, à "fartazana"!

PENSAR BEM

Já fui enganado por todos
0s que pousaram no "poleiro"
As promessa eram a rodos
Ma não passaram no peneiro.

Há que inverter a marcha.
Quem sabe, o voto nulo?
Deixava de "arreganhar a taxa"
Quem hoje não passa de "chulo"

Basta de experiências vãs,
Qual delas sempre a pior.
Queremos ver mentes sãs
E honestidade a rigor.

Não liguem ao "canto da aves".
Cantam bem mas não convencem.
À primeira, caem os alarves,
Seguidos dos que não pensem.

O SINAL + DA NOSSA FORÇA

Falou quem sabe.
Do seu saber, faz alarde.
Está "metido" no Governo.
Sabe o que se passa lá dentro.
E como "monge do convento"
Não emprega o meio termo.

Vai a direito no que diz,
Desde os arguidos ao juiz.
Marques Mendes, de sua graça,

Teve agora "tirada"brilhante:
Quem votará "neles"ao instante,
Sendo um reformado em desgraça?

Porque desgraçados todos estamos,
Fartos de trapaças e enganos,
E somos somente (?) três milhões!
É "afiar a faca" minha gente.
Pensar de modo bem diferente,
Aceitando, ponderadas sugestões.

No "virar do bico ao prego"
Poderá nascer um novo credo!

DE NOVO A ARTE

Dos muitos casos a causar dó,
Tem seu lugar, o tal de Miró.
Hilariante pela negativa,
Espelho do desnorte sem conta,
Para muitos, uma afronta,
Em País sem peso nem medida.

Dizem que a venda será consumada.
Por aqui, Cultura é pouco ou nada.
Mais quadro, menos colecção,
Não aquece nem arrefece.
Passado o tempo, tudo esquece.
A todos será concedido perdão!

Há uma nova cena em ribalta,
Por via de oferta, em alta:
Mais de 40 milhões, sem enganos,
Com cláusula imposta do comprador:
Manter todas as telas, ao dispor
Dos portuenses, durante anos.

Mas o Governo, esse não aceita.
Lá saberá, porque motivos rejeita.
Expectantes, vamos aguardar desfecho.
Os "bons negócios"que tanto vejo...
Podem aumentar, com esta asneira!

sábado, 5 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Sofrer e calar?
Não! Já basta!
Antes o gritar
À gente nefasta.

MULHERES DA BEIRA

Mulher e mãe da Beira
No corpo, tão pequena...
Onde cabe uma alma inteira,
Plena de amor e serena.


Tive uma, assim também,
A tantas outras, igual.
Mas porque foi minha mãe,
Era santa em pedestal.

Eu creio, estará no céu
Pois é lá o seu lugar.
Envolta num lindo véu
Que o Senhor lhe quis dar.

E, bem lá no alto,
Pedirá a Deus por mim,
Uma vida sem sobressalto,
Até que a mesma tenha fim!

A "FESTA" CONTINUA

A pouca vergonha prossegue.
Cada dia, nova aberração.
Maldade constante prescreve,
Como incurável maldição.

Malditos, os que nos roubam
E fogem, impunes ao crime.
Malditos, os que não ousam...,
Só a pobreza, mais se oprime!

BPN, BPP, PPS, BCP e outros quem os viu,
filhos da p... que os p...!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Para mim uma saudade
É guardada como bem
Pois me revela a verdade
De ter saudades d'alguém.

OPINIÃO

Uma maioria parlamentar,
Quem mal a praticar,
Não passará de ditadura.
Má usura democrática,
Utilizando linguagem prática,

Seguida por estúpida natura!

TEMPOS DI.FÍCEIS

O regresso à terra natal,
Desde sempre, um desejo natural.
Tive exemplo, no seio familiar.
Pai, que foi chefe de cozinha,
Passou a agricultor em Sarnadinha,
A "nossa aldeia", antigo lar.

Trabalhando a terra com fervor,
Ganhou conhecimentos e valor,
Em vasta horta bem produtiva.
Era - dito por todos - um sucesso.
Homens assim, criam nova vida!

As novas leis da Agricultura,
Tiram a qualquer criatura,
O direito à própria subsistência.
Exigências fiscais, impensáveis,
Provocam erros condenáveis,
Levando à inevitável desistência!

ALUNOS POUCO APLICADOS?

Com oito séculos de vida
E continuamos em mutação
Será que não foi aprendida
A mais elementar lição?

NOTADO O MAU CHEIRO

Cheiro tóxico no anfiteatro
Da prestigiada Assembleia.
Descuidos em massa no trato,
Ou acumulados, na meia?

PLENÁRIOS

Cada sessão de plenário,
Um novo espectáculo circense.
Sempre em alargado horário
E inclui imensa gente.
Para cima de duzentos,
À volta uns dos outros.
Todos de tons cinzentos.
A maioria, muito doutos.

CANTILENA DE MAL DIZER

Uma Saúde com mazelas,
Educação em muda constante,
Plenários de muitas querelas
E a Economia não vai adiante!

Sob a vontade do mais forte
Se rege um País, no pranto.
A Justiça, autêntico desnorte,
Tantas as vidas sem encanto...

É nestes pequenos quadros
Que se traça o nosso destino.
Muito carrego nas albardas
Em políticas de asinino.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Não está em cima da mesa
Intenção de cortes nas pensões.
É sempre debaixo da mesma
Que surgem as complicações.

PÃO DOS POBRES

Centeio, era pão do pobre.
Tão rijo, o quanto sobre,
Bem difícil de tragar.
Como na "Nau Catrineta"
E se relata em historieta.
Quantas vezes a ouvi contar!...

TODOS A PAGAR

Querem que pequenos agricultores
Passem facturas como os doutores.
Se colectem nas Finanças,
Cumprindo exigências fiscais.
O "ti-Zé dos Nabos" e outros tais,
Dizem nada perceber dessas "danças"

Mas porque "a dança continua"
Mal vai a festa na nossa rua!

FALSIDADES

Quanta enganadora ternura,
Nas palavras da tal criatura!
O aproximar de acto eleitoral
Têm destes raros condões:
Amolecer os duros corações
Dos que governam em Portugal.

Modos brandos, gestos afáveis,
Antes tão pouco fiáveis,
Fazem agora, parte do discurso.
Como na fábula do cordeiro,
O lobo continua, verdadeiro.
Nós, já não fazemos papel de urso!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

A um rico com milhões
Se alguns menos, tudo bem.
A quem conta os tostões,
Chora o roubo de vintém.

O CANTO DAS SEREIAS

Tiveram início os "cantos de sereia".
Encantadores, deixam-nos em apneia!...
Milagres das próximas eleições.
As tais, que se lixassem, ao tempo!
No volte-face, em preciso momento,
Somos envolvidos em doces tentações.

Como o seguro morreu de velho
Sigo o meu bom evangelho
E vos mando a todos, "à fava"
Enquanto a "ervilha não grela".
Cozinhai mentiras na panela.
De lado e rindo, gozo "à brava"!

UM DOS TAIS...

Em entrevista, a "voz da constância",
Declara: "o BPN foi o banco mais investigado..."
Temos então a declarada e extrema relevância
De como o insano trabalho foi realizado!

E lá está na "estranja"
alimentado por boa "manja"!

SORTEIO DA ESTUPIDEZ

Meu Deus! Que ansiedade!...
Nem durmo por tanto pensar
Na hipotética possibilidade 
De ser o felizardo a ganhar,

Aquele tão belo automóvel...
Que as "queridas Finanças"
Instituem, tal "Prémio Nobel"
A quem lhe encha as "panças".

No palheiro imenso, uma agulha
Me espera, em duzentos milhões!...
Sair do fundo da tulha,
O meu cupão? Ó ilusões!...

E admitindo que sim senhor,
Serei eu o feliz contemplado,
Como gerir tão grande valor,
Vivendo no limiar hipotecado?

Sustentar um topo de gama?
Já analisei quem fez contas.
Se é que ninguém me engana,
Isto é prémio de gentes tontas!

A solução, está no vender.
E, quem ficará a ganhar?
O Estado, está bem de ver!
P'la transacção a pagar!

Havia tantas boas maneiras
De alcançar o mesmo fim.
Se outras mentes, verdadeiras
Quisessem, que fosse assim!

JÁ FUI GAIVOTA

Fui gaivota a esvoaçar
Ali no Tejo, perto do mar.
Não gostei. Senti vertigens
E desejos de mudança.
Ainda mantenho a esperança
De voltar às minhas origens.

"ALGARAVIADA"

Se aquela boa gente
Que fala no "Eixo do Mal",
O fizesse, moderadamente,
A modos, fora do plural...

REPAROS

Está a ficar "volumoso"
Aquele senhor, o Barroso.
Será devido à boa vida
Que leva lá por Bruxelas?
Comida farta nas panelas
Sem contenção na medida?

terça-feira, 1 de abril de 2014

QUADRA DO DIA

Uma quadra quatro versos
Que junto num raminho.
Vou deixá-los dispersos
Espalhados p'lo caminho.

PROGRAMA "A TUA CARA..." (Kids)

A actual "Rainha da Apresentação",
Enchendo o palco de vermelho,
No seu amplo vestido, "limpa-chão",
Causou espanto, a esta velho.

Tal seria mesmo necessário?
Em programa de crianças a cantar?
E se fosse, em primaveril vestuário,
Mais adequado, ao acto a celebrar?

Não ser a "rainha" mas a "princesa"
Daquela miudagem ali presente.
Meu Deus! A desbocada realeza,
Confrange, a quem pensa como gente!

Claro! Para completar o "raminho"
O Gouxa no ridículo casaquinho.
Quem assim os veste,
Só mostra, o que não preste!

NABOS DE EXPORTAÇÃO

Certa casta de nabos de Portugal,
Que leram a "Cartilha Maternal"
Imposta pela "Professora Europa",
Feitas as brutas aldrabadas,
Recebem as prendas compensadas,
Com altos galões, na "boa tropa".

Assim transplantados, tais nabos,
 Permanecem em altos cargos
Debitando prosápias meãs.
E mesmo lá longe, continuam
A mostrar que mal actuam.
Quando as mentes são, anãs...

1º. DE ABRIL

Dia do Governo actual
O maior mentiroso conhecido.
Mentir sempre foi um mal,
A quem tanto tem mentido.

Por pensamento não frouxo,
Diz o povo, com razão:
"Mais depressa que a coxo,
Se alcança um aldrabão"!