terça-feira, 31 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Neste nosso pedacinho
Ainda há uns tais melgas
Que de jeito bem mesquinho
Chamam doutor ao Relvas.

VERDADES ENQUADRADAS

Se nas fileiras esteve presente
Como militar, no seu tempo,
Será soldado para sempre
Por imposição ou contento.

Sou poeta de simplicidade
Faço versos à mão cheia
Quero provar esta verdade
Aos "Unidos de Leceia"!

Estamos a dar o canudo
A quem nada nos faz.
Como cego, surdo ou mudo
Só de nada será capaz.

Formamos muitos doutores
Alguns de coisa nenhuma.
Que interessam tais valores
Se um emprego não se assuma?

FARTO DELA

Cristas empinadas ao alto,
Visões de tão largo alcance,
Vive em eterno sobressalto
Para que este País avance.

Mas esquece a coitada
Que já foi participante
E dela não veio nada
No seu tão belo instante.

Aceite um conselho amigo:
Fale menos e mais acertado
Já basta de tanto castigo
Para quem é tão castigado!

É bem fácil criticar,
Esquecendo o que teve para dar! ...


APONTAR É FEIO

Não deves apontar defeitos
que aos outros afrontas.
Se és um dos raros eleitos
à modéstia faz as contas.


MODAS

Em cada época, sua moda.
Tivemos calças "boca de sino"
e cabeleiras de alta roda.
Hoje rotas, ela e o menino!

O PESO DA IDADE

Por força das circunstâncias
já percorri grandes distâncias
neste Mundo que é tão vasto.
Agora procuro o sossego,
vivendo a vida sem medo.
Por cansaço, sinto-me gasto.

VOLTAR À ANTIGA

Ao ver tantos barbudos
que por aí proliferam,
acho-os a todos absurdos.
Quem são? D'onde vieram?

Voltámos às antigas cavernas,
retrocesso à era obscura,
com estas modas modernas
mas tão baixas, as criaturas?

IDEOLOGIA TRUMP

Alguns dos direitistas
querendo novas conquistas
parecem apoiar a "trampa",
modo simples, rumo a votos
facto que não nos espanta.

Teremos "trampa" a dobrar,
à custa de quem neles votar!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Fim de semana no Sul
Com um sol de Primavera,
Limpo e de intenso azul,
Ficar por cá, quem dera ...

PRAIA NO INVERNO

Em fim de semana soalheiro
Achei um pequeno búzio
Na minha Praia do Carvoeiro
E em cima da mesa, o "púzio"!

AUSÊNCIA

Fui ao Algarve em passeio.
Fim de semana com família.
Um interregno ao devaneio
Da minha periódica poesia.

RESISTÊNCIA DOUTORAL

Parece não haver médicos
Gostando do nosso interior
Para prescrever os genéricos
Devidos so senhor doutor.

Na mudança dos momentos
Nem tudo melhorou afinal.
Sucedem-se os contratempos
A entristecer este Portugal.

No meu tempo de militar,
Contrariado, tive de cumprir,
Quando a ordem era, marchar!
E lá seguia, nunca a sorrir.

Acho pois muito estranho
Que certas causas absurdas
Não copiem "leis d'antanho"
E fiquem, apenas surdas.

Guia de Marcha aos doutores!
Cumpram a honrosa missão
Onde necessário e sem favores.
Voltar ao antigo, porque não?!

Se, nem com o "rebuçado" os tentam,
Seja à "bruta" que nos contentam!

A ENGORDA

Quem poderá ficar sereno
Neste país tão pequeno
E de tanta roubalheira?
Como equilibrar as contas
Se as governações tontas
Esbanjam a própria carteira?

E o povo sereno sob a canga,
Vendo que a vida lhe desanda
Nada faz para contrariar,
O tremendo e injusto desatino
Que faz parte do seu destino
E, simplesmente deixa roubar?

A horda,
essa continua na engorda!

O VÍCIO

Tive no cigarro
o meu pior inimigo.
Sofri de catarro,
respiro com castigo

Mas como amigo
dele ainda me lembro,
sempre fiel e comigo
na ajuda, passatempo.

Deixou-me mazelas
sem possível retorno,
um ai-que-são-elas
do pior transtorno.

Curado do vício
critico quem fuma,
esquecido do "oficio"
que enegrecia a unha.

Por isso te aconselho:
Amigo faz como eu faço.
Consegui chegar a velho
apesar deste cansaço!

POESIA NO LAZER

Em finais deste Janeiro
Quem me iria dizer
Que na Praia do Carvoeiro
Estava uma sol de aquecer?

A tal riqueza de que falo
Distribuída por todos nós,
Benefício de grande regalo,
Ninguém tira de modo atroz.

Portugal no seu melhor
Protegido por Benção Divina,
Contrapondo ao pior
De quem o mal nos destina.

Este sol bendito,
não o roubarás, maldito!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Rui Vitória bem previa
Levar tudo de vencida
Mas ontem ganhou azia
E uma taça foi à vida!

ESTALAGEM DE RÓDÃO

Lamentável, o sucedido.
Aconteceu em Vila Velha.
Um litígio tão imerecido
Que boa imagem não espelha.

Dois jovens empresários,
Ao Turismo dedicados,
Por motivos, quiçá vários
Tiveram caldos entornados.

Não apoio qualquer deles.
Quem de direito, o irá fazer.
Mas fica a impressão reles
Do que não deveria acontecer.

Alguém ficará prejudicado,
Num momento de valorização
Em que o Turismo, relançado
Crescia nesta nossa região.

A bem da velha vila beirã
Entendam-se os desavindos.
Resolvam ambos a "questã"
E os turistas serão bem-vindos!

Por essencial e notória
A Estalagem manterá sua história.




A BRINCAR É MELHOR

Assumo a vida a brincar.
Para quê, levar a sério?
Deixem-me pois continuar
A ser sempre, o Silvério!

O RISO DAS HIENAS

Causa-me séria impressão
O riso boçal dos vigaristas.
Será possível, um cidadão
Que é mau, não dar nas vistas?

TIRAR AOS POBRES E DAR AOS RICOS

O Fisco está a encher
E o Zé a empobrecer.
Como no "Robim dos Bosques"
Mas com cenas invertidas
Que nada têm de divertidas
Pois nós, damos de "frosques"!

TEREI DE OBEDECER?

Como militar, comandei
E também fui comandado.
Agora, a estes sem lei
Terei de ser obrigado?!

DÁ PARA ENTENDER?

Mandou matar o ex-marido.
Absolvida por questões técnicas.
Este Mundo andará perdido,
Com novidades tão tétricas?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Ficar parado?
Não quero!
Mesmo especado,
Apenas espero.

O PASTOR

Deixar a enxerga dura
para pegar no cajado
era missão da criatura
nado pobre, pobre criado.

Pastor, a sua profissão
Na lista dos trabalhos ao tempo,
Forma de ganhar o pão
Garante do seu sustento.

Bem numerosa a cabrada
Saindo dos currais, a caminho.
Sol a despertar em alvorada,
Chocalhos tocando em desalinho.

Longa a distância do prado,
Trilhos e carreiros serranos.
Cansado da vida, já gasto
Remoendo pensares e danos ...

Espalha-se o gado no espaço,
Serra abaixo, serra acima,
A seu lado sem mostrar cansaço,
O cão fiel, a ele se arrima.

Depois, deixar passar o tempo
Sentindo o tempo a passar
Mas normal, como o lamento,
De ele passar ... tão devagar.

Iguais os dias, meses a fio.
No traje, surrobeco ou burel
Manta ao ombro, protege do frio.
Safões, rústicos de rija pele.

No tarro, a manja frugal:
Pão, queijo e azeitonas curtidas.
Água das fontes, bebida natural
Que mais, para pobres vidas?...

Analfabeto como a maioria.
A escola era só imaginada.
Mas alguns por teimosia
Por si aprendiam e até a tabuada.

O pastor de que estou falando
Não era o dono da cabrada.
Trabalha para todos, a mando
Com jorna paga e contratada.

Interessante, uma referência
Ao que assisti no passado.
No regresso à residência
O dispersar de todo o gado.

Ordeiramente, cada conjunto
Separava-se dos demais.
E seguiam, todos por junto
Aos seus respectivos currais.

Ficando só, o humilde pastor
Levando a seu lado, o fiel Piloto,
Lá seguiam ambos, ao sabor
Da ceia que se sentia no goto.



QUADRAS SOLTAS

J.J. recusa pedir a demissão.
"Parvo é que eu não sou"!
E a choruda compensação?
Depois choraria, "ela voou"!...

Com o constante crescendo
De tudo ter de pagar
Qualquer dia até lamento
O pagamento pra respirar!

Tantos processos às costas
Espremidos lhe darão pena?
A pessoas assim, bem dispostas
E com vida tão serena? ...

Vai devagar onde fores
Terás momento de chegar
Se em tempo dos calores
O cansaço irás evitar.

Já levantou a sua crista
Criticou obras do Saldanha
Por muito que insista
Só revela a sua manha.

O tempo passa a correr
Não o tentes contrariar
O que tiver de acontecer
No seu dia irá chegar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

O meu General faz anos
Parabéns lhe são devidos
Por aqueles a quem os danos
Ele quis ver, ressarcidos.

COISAS E LOISAS

Nas minha práticas diárias
Procuro rever a História.
Muito agradáveis e várias,
RTP-Horizonte da Memória.

As conversas deles e delas:
A matéria não está na mesa,
Só queremos boas panelas
Com "alimento" em beleza.

Portugal terá o agasalho
Que o  frio recomenda?
Foi feito todo o trabalho
Para prevenir a emenda?

Quem já foi lixado
Deve saber quem o lixou
Mas um ministro calado
A tal lista, bem guardou.

A vida passa a correr
Não deixes que passe ao lado
Mas se tiveres de escolher
Nunca fiques parado.

A partir de simples tijolo
Construo uma mansão
Dá-me gozo e consolo
Escrever, com intenção.

HÁ PROGRAMAS ASSIM

Tua cara
não me é estranha.
Coisa rara ...
estupidez tamanha!
Passagem de modelos
é o que deveria ser.
Arrepia os cabelos,
o estadão a acontecer.
"Rainha da Babilónia"
ou apresentadora?
Vista-se com parcimónia!
Seja prática, senhora! ...

OPINIÕES

De uma senhora impertinente
Ouvi dizer mal do Presidente.
Enfastiada por tanta presença
Que classificou de demasiada,
A dita madame, tão enjoada,
Traçou, simbólica diferença.

Elogiou como eleito, um coelho
Com muito ardor a maior zelo,
Como se um animal assim,
Não sei se manso ou bravo,
Fosse um ser único, iluminado,
Mas a que deram um mau fim!

Gostos não se discutem,
Às atitudes que se incutem!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

O que tiver de ser feito
O seja, bem devagar.
Com moderação e jeito,
Tudo é fácil de alcançar

COISAS MINHAS

Sobre qualquer colchão
Durmo sonos descansados
Pela simples razão
De que não sinto pecados.

Neste Inverno em tarde fria
Pouco tendo que fazer
Não sinto a mente vazia.
Distraio-me a escrever.

No final do meu percurso
Meu Deus! ...
Já gasto pelo uso,
Qualquer dia digo adeus ...

Sou adorador do Sol
Gosto do tempo quente
Na lassidão, assim mole
Sinto paz, fico contente.

Sou de forte produção
Tal os vinhos do Oeste.
A qualidade é um senão.
Valia, será que preste?!

CRUEL VERDADE

O maralhal
não é tratado por igual
o que está mal.
Tal facto não ocasional
provoca um arraial
de protesto fenomenal!

OS ESPECIAIS

"Special one" é o Mourinho.
Jesus também diz ser primeiro.
Estão ambos no bom caminho,
Amealhando bom dinheiro.

SEM TRADUÇÃO

Se Trump tivesse tradução
Para a língua Portuguesa
Decerto seria, sem senão,
De trampa! Com certeza!

PONTOS DE VISTA

Avaliação contundente
Ao nosso senhor Presidente,
A daquela triste mulher,
Criticando o modo afável
Como um senhor respeitável,
Age como muito bem quer!

A PROVA PROVADA

Ficou então provado:
O dinheiro vence a Justiça.
Não o tendo, um coitado,
ficará muito prejudicado?
Chiça!...

MENTIRAS

Este Mundo vive da mentira,
Verdade que ninguém me tira.
Fará parte do quotidiano
Em qualquer dos hemisférios.
Não há pensamentos sérios
E dessa mentira, nasce o dano.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Por cá, o dinheiro volatiza-se
Numa química desastrosa.
A fraude organiza-se
Na ganância proveitosa.

UM NAMORO INFANTIL

Namorico de Catequese
Naquela Igreja da Luz.
O mesmo não se esquece
E à união, depois conduz.

Um namoro de criança,
Aumentado na juventude
Em paixoneta que avança
Sempre na maior virtude.

Depois o natural casamento
E o escolho consequente.
Houve bom e mau momento
No passado e no presente.

O futuro nos trará o final
Desta união prolongada.
Porque ninguém é imortal
Já temos a meta traçada!|

HERDEIROS RICOS

Deixou herança de milhões
pois o trabalho  compensa.
Mas há  contradições.
Milhares quem assim pensa.

PROTESTO

Um ministro
recusa lista de devedores.
O que é isto?
Um país de salteadores?

Deixar o assunto encerrado
para as contas prescreverem
ou a pagar pelo desgraçado,
aqueles que nada deverem?

CULPA DE QUEM?

Por causa da TSU
Uma guerra à solta.
Culpo eu, culpas tu
Tanta ideia tonta!

DIZER VERDADES

Gasolineiras com lucro excessivo?
Tal será, por pérfido motivo
E nós sabemos muito bem qual é.
Sempre a subir, um poucochinho,
Irá aumentar o bom montinho
À custa do sempre mesmo: o Zé!

domingo, 22 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

No percorrer a distância
Tem calma,  lá chegarás.
Até a grande importância
Se alcança vindo de trás.

OF COURSE

Calem! Não irritem.
Se as vozes são falsas
Não falem, meditem
Ou dancem valsas!

MINIS

Sim, sim
pois, pois.
Será o fim
e depois?

Desgraça,
mal maior
sem graça,
é a pior.

Papagueia
o Ministro.
Coisa feia
a que assisto.

Viver
um amor
é ter
dissabor.



NOVAS DE DOMINGO

Até uma invisual a vê,
Praça Saldanha melhor.
Mas nem toda a gente crê
E acham que está pior.

São tantas as corrupções
Que a ninguém espantará,
Haver falta de prisões
Que a todos albergará.

Trabalhos na elétrica
Neste frio do Inverno?
Coisa assim tão tétrica ...
Ide todos pró inferno!

Morrer nos hospitais
Mais do que nas estradas?
Neste "Reino de Mortais
As contas estarão erradas.

O que é bom, será fixe
O mau será o Diabo.
Tudo aquilo que nos lixe,
Ao fim e ao cabo!



sábado, 21 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

A minha mulher
E fiel companheira
Com a faca e colher
Que bela cozinheira!

NOTÍCIAS DO DIA

FILOSOFIA ABASTARDADA
Tanta a Filosofia propalada
Que aquela figura espalhou ...
Como poderá ficar saldada
A conta que sem conta gerou?

Lá dentro?
Falta muito tempo?

OS COÇA-COÇA
Um coça o sobrolho
Outro esfrega a cabeça
Quiçá lugar de piolho.
Temos por cá, cada peça!...

DONOS DA BANCA
Banqueiros com salários chorudos
E deixam falir os seus Bancos?
Vemos o dinheiro por canudos,
Como se fabriquem tamancos?!

TREINADORES SÁBIOS
J.J. diz haver muito a ganhar.
Depois do que já perdeu
Talvez o juízo lhe vá faltar
Por aquilo que não venceu.

VALERÁ A PENA?
O que vale ter no Banco
O nosso escasso dinheiro
Se os juros, quase em branco
Não aumentam mealheiro?

Voltar à moda antiga
Guardá-lo sob o colchão?
Deixem que lhes diga
Penso nisso, pois então?!

RECUSA À DEMISSÃO?
Olha a grande admiração!
O dinheiro é tão bonito!
Que o mandem embora
Decerto que não chora
Desde que venha o "guito"!

SEMPRE A TAXAR
As comissões dos bancários
Justificam os gordos lucros
Que cobram aos otários,
Dos seus poucos usufrutos.

O meu dinheiro na Caixa
Serviu para sustentar gulosos
Que de forma tão baixa
Comeram, deixando os ossos?!

GABAROLICES
A OCDE gaba o Passos
O FMI elogia o Costa.
Causa certos embaracos
Disto, o povinho gosta!

Insisto,
Nada de mais. Li tudo nos jornais.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Fundação Soares
Com prejuízos.
Um caso d'azares
Ou dadores passivos?

NA PASSAGEM

Passou por mim
e na sua passagem
deixou rasto de jasmim
na paisagem ...

Passou
e não me olhou
e naquele passar,
o seu desdém
me matou!

Passou
e um ar suplicante
consigo trazia.
Ninguém lhe deu
o que pedia.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

QUADRA O DIA

"Destruição colossal
dos valores da nossa Banca".
Levados por um "temporal"
deixaram a mesma, manca!

O QUE TENHO

Sou feliz com o que tenho,
produto do meu amanho
em trabalho sério e honesto.
Da vida não me queixo.
Quando me for, o que deixo
Serão as sobras, o meu resto!

PORTUGAL TREME DE FRIO

Seria bom não esquecer
Que existem "outros frios"
A prevenir e a aquecer,
Os que sofrem de desvarios.

Lembrar Santa Bárbara,
Apenas quando troveja,
É iniciativa tão parva,
Indigna, quem a veja!

Mas o gesto do Presidente
Deixou-me, muito contente!

É BEM VERDADE

Pelo peso da minha idade
vejo mal e já ouço pouco.
É uma triste realidade.
Mas não estou rouco!

Tenho voz de tenor,
altissonante e bem clara
que agradeço ao Senhor,
por coisa boa e tão rara.

Fiquem pois com a verdade.
Nem tudo é mau pela idade.

A TEIA DOS MILHÕES

Se "esses dois" que eu sei
não forem bem condenados,
juro! Para mim a falsa lei
terá lugar nos desprezados!

ELE

"Pai fundador
da Democracia Portuguesa"
Acham que tal senhor,
o foi, com toda a certeza?

Ele e só ele,
um dos lutadores?
Outros, sentiram na pele
os mesmos maus suores!...




B.I.

Os partidos têm identidade?
E será falsa ou verdadeira?
Em abono de toda a verdade
Não os apoio dessa maneira.

Antes, refinados troca-tintas
Que jogam de várias maneiras,
Conforme iludas e mintas
Em favor das tuas carteiras.

MÁS FIGURAS

Será que o senhor "Pimpão"
não tem uma tesoura à mão
para cortar aquelas farripas?
Gostará de se ver assim,
tão descomposto, cá pra mim...
Mas quem sou para críticas?!

VENHA ELA!

Revelar a lista dos devedores,
À Caixa Geral de Depósitos?
Muito bem, meus senhores!
Façam valer tais propósitos.

Venha ela.
Vejamos quem foi à "panela"! ...

SALGADINHOS

"O centro disto tudo"
aparece em nova estória.
A ver o dinheiro por canudo,
ficará o registo em memória!

SALÁRIO DE MISÉRIA

Mesmo com o aumento,
Somos os pobres da Europa.
Não cessa o lamento
Contra tão má tropa!

Por falta de produtividade,
Entre nós nada cresce.
Lá fora, outra realidade.
Patrões de cá? São peste!

NOVOS TEMPOS

A violência tão viral
que se verifica em Portugal,
no seio da camada jovem,
é um mal em progresso.
Tudo o que é bom tem reverso.
Vários exemplos se somem.

Já fui menino e briguei
na "defesa da minha lei".
Qualquer que fosse a mazela,
na luta travada a dois,
não tinha sequência depois.
Não se fazia queixa dela!

Porque a tal suceder,
"queixinhas" indo fazer,
era bem certo e sabido,
pai ou mãe, não aceitavam
que filhos, mal se portavam.
Deles, vinha novo castigo!

Agora?
Se o menino chora,
a senhora
vinga-se, na "sotôra"!

Novos tempos,
Piores tormentos!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Com ar bem disposto
Sorri a quem passa.
Sentirás o bom-gosto
De te julgar em casa.

DESAIRES EM ALVALADE

Ai Jesus, valha-nos Deus!
É já tanto o vosso azar
Que agora só olham céus
Onde a águia passa a voar!

COELHADAS

Na sua imagem, pela postura
Aquela opositora figura
Toma ares do passado.
Faz lembrar o tal da "botas"
Pelos prantos e ácidas respostas
Que profere em qualquer lado!

QUE GIRO!

Somos um país de cataventos
Como afirmam uns aos outros
Conforme os vários momentos
Referindo os valores dos doutos.

PARLAMENTARICES

"A sua palavra não vale nada.
A sua assinatura não vale nada"
Repetido. Não restam dúvidas.
Senhora, mais valia estar calada
Do que ter essas atitudes dúbias.

Quem agora levanta as cristas
E p'la negativa deu nas vistas!

PELA BOCA ...MORRE O COELHO!

A geringonça tão criticada?
Fazê-lo, só quem possa.
Mas quem anda apeado
Ou circule de carroça?!...

Como é "vesga" a oposição.
Só vê o que lhe convém.
Hoje assim, amanhã já não.
E do passado, é má refém!

ALMADA CIDADE

Da Cidade de Almada,
braços abertos,
Cristo abençoa
quem vai de abalada
para lugares diversos
ou entra na barra
para ouvir uma toada
com versos de Pessoa,
acompanhados à guitarra.

Isso, em Lisboa!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Com a nova Tecnologia
Que o homem fez aumentar
Lá chegará aquele mau dia:
Buscou lenha pra se queimar!

ARITMÉTICA

Pensando à moda antiga,
o que nos sacam em tostões,
por sua refinada cantiga,
recebem muitos milhões.

É que, um euro a cada,
como somos vários milhões,
o Governo lá arrecada ...
Façam contas de adições!

JÁ REPARARAM?

Há coelhos mesmo assim!
Com lábios de fino traço.
E porque são de raça ruim,
É reparo que lhes faço!

CENAS

Cenas tristes que se repetem:
Incêndios nos verões quentes,
Gripes que alguns comprometem,
São calvários das nossas gentes!

EUFORIA!

Vivo na melhor cidade do Mundo,
Como pobre cidadão europeu.
Sinto um pesar, tão profundo ...
E milhões, pensam como eu!

CAOS NAS URGÊNCIAS

O caos a que se alude
Nesta época especial,
Fez acionar a Saúde
Para evitar maior mal.

Urgências a abarrotar,
Escassez de profissionais,
Parece andarem a brincar.
Desculpas? As habituais!

À pressa uma contratação
De médicos para as vagas.
Só assim, mesmo à pressão
Tentam curar estas chagas!

PEIXE GRAÚDO

Escapam como as enguias
Os declarados rufias
Que se apresentam de gravata.
Não sei que artes tamanhas
Ou engenhosas manhas,
Mas ganham sempre, a bravata!

BELO EXEMPLO

Pasmei pelo que ouvi:
Socialistas isentos de IMI
Ao património de milhões.
A teoria de Frei Tomás
Numa atitude contumaz
Que não merece perdões!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Morrer de frio em Portugal?
É triste que tal aconteça.
Já basta de tanto mal.
Nada fazem que nos aqueça!

VERDADE, VERDADINHA ...

Com esta falta de chuva
Vai tudo por água abaixo.
Previno a quem alto suba
Não deixes cair o "tacho"!

Meia dúzia, são seis
Inteira será uma dúzia
Na tabuada que sabeis.
Eu, sobre a mesa, "púzia"!

Não gosto de estar parado
Porque parar é morrer
Mas se ando fico cansado
E então, fico a escrever!

Há interesses instalados
Que por tão escabrosos
Jamais serão mudados
Para gáudio dos famosos.

Sofrem de preguiça mental
Ou desinteresse à Causa
Os políticos que em Portugal
Estão em constante pausa?

domingo, 15 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Gosto imenso de caminhar
Mas confesso, fico cansado
A glória, como a alcançar
Quem não passa de falhado?!

MATANÇA DO PORCO

Na "furda" alimentado,
o porquinho engordou.
Mas estava condenado
e o seu mau dia chegou!
É a altura da matança,
há quem diga, matação,
motivo de boa festança.
Na aldeia, a animação!
O ritual causa pesar,
pela má sorte ou destino.
Lá vem a faca e o alguidar
para o "martírio" do suíno.
Desnecessário, descrever
o sofrimento do animal ...
Já cadaver, há que prover
às tarefas do habitual.
Começam logo as assaduras
para compensar a canseira.
"Juntem-se ao lume criaturas,
aqui bem perto da lareira! ...
Os Maneis iam degustando,
as Marias todas numa roda,
boas febras iam migando
no alguidar, até à borda!
Ainda me lembro, era menino,
de ver os enchidos à maneira.
As tripas, por bom ensino
eram lavadas na ribeira.
Começa a festa do enchimento:
Painhos, chouriços e chouriças,
bases de futuro alimento,
sem esquecer as linguiças!
Mais preparadas as morcelas
bem assim as farinheiras.
Que especialidades tão belas
famosas nas nossas Beiras!
Irão ganhar sabor de fumeiro
que lhes dará a boa cura
e comidas no ano inteiro,
dando graças por tal fartura!
Das traseiras, os presuntos
que o sal irá conservar.
Dependurados, não muito juntos,
já com colorau a pintar.
Os toucinhos, bem salgados
na arca de velha madeira,
serão partidos aos bocados,
consumidos de qualquer maneira

Era assim à moda antiga,
como a minha memória reporta.
Mas digam que lhes diga.
ainda havia as couves da horta.
Boa sopa se fazia com elas.
O porco dava o conduto,
eram de ferro as panelas,
tão negras, "vestidas de luto"!...

Podia ser pobre uma vida,
o dinheiro mal se conhecia
mas com peso e boa medida,
a adversidade, lá se vencia!

Vila Velha de Ródão, 14 de Janeiro de 2017
III - Matança do Porco, à Moda Antiga.
Lá estive, como "Poeta de Sarnadinha"!

O QUE VEJO E SINTO

MUITO E MAU RISO:
Que risadas sem graça!
Diria, sem graça nenhuma.
"Viagens à Terra", passa ...
Apresentadora? Mais uma!

MODA NOVA:
Aumenta no dia-a-dia
a moda dos barbudos.
A alguns, melhor seria
voltar aos antigos usos.

DIA MUNDIAL DA NEVE
Na Estrela, só artificial
Mas o dia é comemorado
Neste dia tornado especial
E pelos adeptos, "skiado"!

AQUI, EM LECEIA
Aquele Largo do Rossio
bem visto, de fio a pavio
sem ponta onde se pegue ...
Quem concebeu a obra
pode ter razões de sobra
mas convencer, não consegue.

ISSO ERA D'ANTES:
Antigamente, os mafiosos
Conheciam-se pelo trajar.
Hoje, mundo de mentirosos
Revelam-se no engravatar.

Mesmo os "pilha-galinhas"
Comparados a esta gente
Serão pobres velhinhas
Rendidas ao mal presente.

A BANDEIRA NACIONAL:
Bandeira com tal dimensão
Só numa loja de chineses.
E aí, para cobrir o caixão,
A foram buscar, portugueses.

Referir ainda em final
Não ver multidão à passagem.
A mentira dita, é normal
Em casos de reportagem.

Mas na derradeira partida
Teve o "banho desejado".
Adoradores na sua ida,
Do público, ao bem-amado!





REFRIGERANTES E AFINS

Saber o mal que faz
e insistir no consumo
é motivo que me apraz
apresentar em resumo

Festas para crianças
por entidades oficiais
incluem as abundâncias
que julgo serem de mais!

Na escola não se ensina
e em casa não se aprende?
Cumpram todos a sina:
Só água, à pequena gente!

sábado, 14 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

O caso da Ponte de Sôr
Foi resolvido a consenso
Haja mal que cause dor
O dinheiro resolve. Penso!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Vi hoje, águas "tã ludras"
E são essas as que vejo,
Águas assim tão sujas,
As águas do Rio Tejo! ...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Aldeias abandonadas
São tristes realidades
Políticos mal-amados
São meras fatalidades

DESABAFOS

Mafiosos de vária ordem
Tentam manipular a justiça
Provocando a desordem
Com recursos de preguiça!

O manter tal desigualdade
Poderá dar mau resultado
Nunca se premeie a maldade
Com caldinho requentado!

Qual será, o cheque em branco
Desse tal senhor Monteiro
Para vender o Novo Banco
Em negócio de tanto dinheiro?

Afinal, a rede do plasma
Parece ter mais ramificações.
O povo coitado, esse pasma
Ao ver tantas corrupções!

Os impolutos são afastados
Como incómodos escolhos
Enquanto os privilegiados
Nascem como nabos aos molhos!|

O CASO NOVO BANCO

O perigo da sua nacionalização
Assenta apenas no pressuposto:
Terá plena e muito séria isenção
O Gerente, que será proposto?

É que, de ladrões
já estão cheios, os balcões!

NOVOS DIAS

Sepultado o ilustre senhor
Retoma-se a vida normal.
Como se por algum favor
Ela tenha um bom sinal.

Outros casos irão surgir
Para animar esta malta
Que passa os dias a carpir
Com tragédias de ribalta.

Exagero? Esse continuará
Pois faz parte do nosso ego
Certo de que nada mudará
Eu excomungo e renego!

COMO?

Como poderemos ser felizes
Se os vossos constantes deslizes
Só nos complicam a vida?
Raramente acertam no alvo
E só os "grandes" estão a salvo
Vivendo na "Terra Prometida"?!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Pela Política não irei
Já estou bem vacinado
Por amizade lá estarei
Como sempre a teu lado.

EXÉQUIAS

Eram 30 nas motos
84 a cavalo
Culto aos mortos
De quem foi sepulta-lo.

Seria a sua intenção
Lavrada em testamento?
Tamanha elevação
Nesse solene momento?

Respeito a sua Presidência
E os demais altos cargos
Exercidos em longa vigência
Desde a Revolução dos Cravos.

Venha agora o isento Historiador
Que revele a verdade do seu valor!

O MEU PARECER

Isento que sou e por inteiro,
Usando de toda a democracia,
Choca-me, não haver dinheiro
E ter sido tamanha, a honraria.

Assim, como apartidário
E homem comum não filiado,
Deixo ao ilustre doutor Mário
O meu pesar, assim declarado:

"Descanse em paz
pelo que fez, ou não foi capaz"!

NO APÓS

Voltamos à produção normal
Após três dias de tanto carpir
Jamais haverá coisa igual
Mas a vida deve prosseguir.

Com o aparato programado
Já foi, finalmente a sepultar,
Um político, bem-amado,
Que não cansaram de louvar!

Sepultado com um Rei
Em Reino de Penúria.
Será ultraje para a grei
Ou manifesto de injúria?

Como um Rei governou
Como monarca sepultado.
Houve quem não o chorou
Por capítulo do passado.

O RESCALDO

A uma simples criatura
perguntaram o que pensara
da falecida e ilustre figura
e a sua resposta foi clara:

"Era muito bom, sim senhor,
porque "nos tirou a dentadura"
Com tão acrisolado amor,
ela elevou, bem alto, a figura!

Com tal declarada Cultura,
acham que terminou a ditadura?!

TUDO BOM ENTRE NÓS?

Temos um Sol radioso,
praias de fazer inveja,
gastronomia para guloso
e bons vinhos, igual cerveja!

Povo afável, sorridente
para estrangeiros em visita,
uma beleza sempre presente
na paz que aqui habita!...

Temos Norte, Centro e Sul
cada qual com seu encanto,
um céu que é sempre azul
e paisagens de espanto!...

Tudo isto por Obra e Graça
do Criador deste Mundo,
mas uma tristeza perpassa,
a juntar a mal profundo:

Temos péssimos governantes.
Hoje, e já o eram d'antes!


SURTO DE GRIPE

"Acabaram as vacinas"!
Então, agora como será?
Estas atitudes pequeninas,
Assim "ao Deus dará"?...

Não há e ficamos assim?
Mas que raio de atitude?!
Caminhamos para o fim
Do Nacional da Saúde?

Usem meios tradicionais:
Vinho quente, aguardente, mel,
Limão a chás dos normais,
Que temos por aí, a granel!

Boas melhoras,
Neste país das penhoras!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Serão três dias a fio
Obrigados por decreto.
Nunca por cá tal se viu.
Tudo tem sido discreto.

DIFERENTES ...

Um qualquer grande senhor
Manterá sempre o seu valor.
Tal como Adriano Moreira.
Foi quem todos nós sabemos
O que diz, não de somenos,
Prova a sua distinta maneira.

DITOS POPULARES

Quem canta o mal espanta
Lá diz o rifão popular
Triste, quem não canta
E passa os dias a chorar.

Muito riso pouco siso
Muita parra pouca uva
Mas ter cuidado é preciso
Em dias de muita chuva.

Manhã nevoeiro, tarde soalheiro
Quem tem capa sempre escapa
Hoje e durante o ano inteiro
Quem dela se ri à socapa!

QUADRAS AZÊDAS

Estórias desenterradas
Em três dias de louvor,
Antes de ser sepultado
Um tão ilustre senhor.

A perda de imunidade
Exigida ao Iraque?
Só recebemos maldade
Assim do jeito, "traque".

Um tal senhor Monteiro
A negociar venda de banco?
Apenas ganha bom dinheiro.
O negócio continua em branco.

Essa doença do Novo Banco
É de tão grave dimensão
Que continuará em pranto
Se não levar boa "injeção"!

"É natural que faltem
As vacinas para a gripe"
Como quer que se tratem?
Por favor, nos explique.

Uma bandeira chinesa
A cobrir aquele caixão?
Fica a popular certeza:
Não há bela sem senão!

Agora a moda é "injetar"
E quem dá a injeção
Parece não se importar
Se há dinheiro ou não!

Não zombes do defeito
Que vês no semelhante
Nem tudo será perfeito
Se for feito num instante.

Uma pomba duas pombas
São três pombas a voar
Tem cuidado ou tombas
Num momento de azar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Andará louco este país?
Porque d'alguns tanto fala
E de outros nada se diz.
Por mim, culpo quem cala!

POLÍTICO DE CORPO INTEIRO

"Se queres ser bom, morre"!
É o que neste momento me ocorre
para traduzir o pensar do povo.
Morreu o doutor Mário Soares.
Tantos lamentos, grandes pesares .
Falecimento normal. Não era novo.

"Carpideiras". Vários quadrantes.
Tudo igual ao que era d'antes,
na forma de tanto elogiar.
Dizem, foi o "Pai da Democracia".
Se verdade, não havendo hipocrisia,
A muitos não os ouvireis chorar.

Porque a "exemplar descolonização"
lhes provocou, uma forte indignação!

AMARGO DE BOCA

A dar pontapés na bola
Um homem atinge a Lua
Com fartura que consola.
Há sábios, incógnitos na rua.

DONZELA À JANELA

Donzela que muito se preze
Não deve ficar à janela.
Quem nada faz pouco serve
E só irão dizer mal dela.

ADÁGIO POPULAR

"Quem canta seu mal espanta"!
Mas aquele pobre coitado,
Ficou tão mal da garganta,
Pois era bem triste o seu fado!

DÚVIDAS

Com a dívida a crescer
Tantos milhões por dia
Quem ainda poderá crer
Que vem aí a melhoria?

domingo, 8 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

"Acabou a impunidade
para quem polui o Tejo".
Onde estará a verdade,
pois não é isso que vejo?!

JUÍZO DO ANO VELHO

Quando cansado
paro e descanso.
Revejo o Passado,
fazendo balanço.
Do que fui e sou,
os bens recebidos
e de quanto dou,
dos saldos positivos.
E fico conformado.
Tenho o que mereço
por trabalho suado,
pago a baixo preço.
A vida é assim.
Algo estará errado.
Protege-se o ruim,
esquecendo o honrado!

PRIMEIRO MÊS DO ANO

Confesso,
sentir pena, vendo
criança com fome,
cães vadios, sem dono.
E peço,
capacidades
para sanar o dano,
a Alguém
que no alto,
me tire este sobressalto,
criando em mim
o dom de Bom Samaritano.
É o que almejo
e a todos desejo,
BOM ANO!

SOMOS EXCESSIVOS

País de excessos abusivos.
"Muita parra e pouca uva"!
Massacrando, pobres nativos
Que nem se queixam da chuva!

Falar de futebol, às dezenas.
Escrever, palrar e comentar,
Todos à custa dos mecenas
Que lhes têm, de bem pagar!

Telenovelas por atacado,
Muitas e na máxima força,
Deixam o público saciado
E não há nada que os torça!

AVISO ... À TELEVISÃO

Haverá mesmo necessidade
de tão insistente assiduidade
no apresentar os noticiários?
A toda a hora, porque motivo,
sacrificando o pobre nativo
que já ouviu noutros horários?

Sejam inovadores, com decência.
Inventem novos temas de audiência.
Criam incómodos de ver e ouvir
em repetição, as tristes ocasiões,
nos vários canais das televisões,
que sem prazer, nos fazem dormir.

É que as notícias "requentadas"
tornam-se, simplesmente intoleradas!

A MORTE DE MÁRIO SOARES

Nos três dias de luto nacional
De acordo com o pressuposto
Teremos um grande vendaval
De louvores ao infeliz deposto.

Ao falecido se atribui a frase:
"Vá chamar pai a outro"! ...
Fechem comentários à chave.
Respeitem o parecer do douto.



sábado, 7 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

"Dia triste para o país".
Morreu o doutor Soares.
Foi o destino que quis,
Ser o seu dia de azares.

MORREU, MÁRIO SOARES

Já começaram a verter
Lágrimas de crocodilo ...
É preciso alguém morrer
Para chorar, isto e aquilo!

VÍCIOS CONTINUADOS

Os maus costumes não prescrevem.
Fazem parte da pérfida tradição:
Aumentar os bens de que se servem
Aqueles que pouco têm, além do pão!

2017 - OS MEUS VOTOS

Que a geringonça avance
Sempre na melhor direção.
Cuidadosa, sem derrapagens
Cumprindo o bem vigente.
Não atropelar a nossa gente,
Na autoestrada da contenção

MUNDO CRUEL

Vive-se em estado de demência
por tanta e registada violência
nesta desumanidade presente.
É visível, mórbida por vigente,
sacrificando tanta inocência,
por norma, só da pobre gente!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Uma eficaz educação
Pode transformar o Mundo
A falta dela é um senão
E cria o caos profundo.

PAINÉIS DE OPINIÃO

Temos um país de "paineleiros":
Painéis de futeboladas,
Idem, de Bancos e Banqueiros.
Em cada canal, às carradas!

Todos em grupo e ao molho,
Discutem, e muito mal dizem
Todos com argúcia e fino olho
E em algaraviada, se desdizem.

Espremido, o molho escorre
Ideias sem nexo, inaproveitadas
Porque a nenhum deles ocorre
Algumas daquelas bem pensadas.

E todos vão ganhando "o seu".
Ninguém trabalha de graça.
À sombra de espesso véu
Há que alimentar a chalaça!

Os árbitros são cruxificados
Por erros no seu desempenho
E outros casos são olvidados,
Com falhas de maior tamanho.

Por exemplo, baliza escancarada
E um avançado vesgo assim erra?
Pois tal nabice lhe é perdoada.
O adepto, benevolente, só berra!

O Futebol está p'la hora da morte.
Bem merecia uma melhor sorte.

PLEASE ...

Por favor
não mintam tanto.
É um despudor
e quebram o encanto
de quem ousa acreditar
neste país, tão seu
e não pretende renegar
pois foi aqui que nasceu!
Também gostaria de crer
na mudança tão desejada,
antes de morrer,
por idade já avançada.
Por favor!
Sejam sinceros, decentes.
Ganhem o louvor,
não de mim. De todas as gentes.

O NOVO CALENDÁRIO

Virámos a página dezasseis.
O Ano Novo está connosco
Hoje, com o Dia de Reis
Acabam as festas a gosto.

O passado já não conta
Presente e futuro já vem
Esperando que sem afronta
Consigamos ter algum bem.

Bem material, logicamente.
Dos naturais, somos ricos.
Esta sol, tão permanente
É bênção; somos benditos!

E sem dúvidas vos diria
Que o país se bem governado
A felicidade nos traria
Para todos e em todo o lado!

Deus vos dê discernimento
Governantes que sois lamento!

ANO NOVO-NOVA VIDA?

Não sou por norma pessimista
Mas não vislumbro à vista
Bons indícios ao nosso futuro.
A herança que nos foi deixada
Não permite a "conta saldada".
O horizonte mostra-se escuro.

DIA DE REIS

Eram três os Magos
Não Reis como por aí soa
Nos relatos algo vagos
Lançados por pessoa.

O que de longe os guiou
Foi o Cometa Haley
Que o céu todo iluminou.
Foi descrito e tal fixei.

Mirra, incenso e ouro
As suas prendas de Natal.
De cada um, o tesouro
Para o Menino sem enxoval!



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

EMENDA À GERINGONÇA

Não a quatro velocidades,
Travões um tanto desafinados,
O escape expele negros gases,
No motor, falham os platinados.

QUADRA DO DIA

Ao armazém de Almaraz
Portugal já fez a queixa.
Resolver, será mesmo capaz
Ou Bruxelas tal não deixa?

VERDADE AMARGA

Uma Nação de gente pobre
Dominou o Mundo da riqueza
Do tão pouco que nos sobre
Só não nos faltou a pobreza.

PASSADO DISTANTE

Da Índia veio a pimenta
O ouro era brasileiro
E ainda hoje se lamenta:
O que fizeram ao dinheiro?

2017

Ano Novo, vida nova,
quem sabe, vida airada,
cantada em jeito de moda,
pela gente engravatada!

CONTRATOS NA SAÚDE

100 milhões e sem concurso
É o contrariar as regras.
Certos hospitais fizeram uso,
Frei Tomás que bem pregas ...

A GERINGONÇA

Foi a palavra do ano transacto.
Refere, uma "marca registada"
Pelo Paulinho, doutor caricato
Que "inchou" com a sua piada.

Generalizou-se, criando fama
Como coisa fútil, por cá.
Tal como a "matéria", insana
Que se usa ao Deus dará!

Saiu o "tiro pela culatra"
Ao palhacinho sem graça.
A geringonça, por mala-pata
Vai rolando na nossa praça.

Não a quatro velocidades,
Travões um tanto desafinados,
O escape expele negra fumaça
No motor, falham os platinados.

Dá pouco conforto, é certo!
Suspensão rija, um enigma
Velocidade? Nem longe ou perto ...
Agrado geral, é um estigma!

Mas vai rolando, bem devagar...
Mudanças d'óleo a seu tempo,
Revisões, não poderão falhar
E siga a viagem, a contento!

O que irrita a concorrência.
Outras "marcas" de fama
Vão perdendo a paciência.
A caranguejola? Em caravana!

OS TOCADORES DE CAIXA

São vários a tocar caixa
mas cada um a seu modo.
Batidas em alta ou baixa,
sons de diferente engodo.

Haverá mentira no caso.
Quem faltará à verdade?
Atitude que por mim arraso
pela revelação da maldade.

Como seremos nós a pagar
A verdade não pode faltar.

URGÊNCIAS HOSPITALARES

Ver e ouvir
situações de horror
a quem decidir
ir ao senhor doutor
nos nossos hospitais
onde impera o caos?
Isto é demais
neste lugar de maus!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Hoje, vivemos melhor
Com dinheiro emprestado.
Mas esperem pelo pior.
A seguir, virá o Diabo!

VESTÍGIOS DO PASSADO

Quanto nos resta
daquilo que já fomos?
Será que não presta,
deixámos de ser donos?

Do Passado nada falta.
Falta sim, a vontade
de subir alto à ribalta
e denunciar a maldade.

Legado tão rico o nosso!
Desprezado. Calar não posso!

VENDAS AO DESBARATO

Somos uns "nabos sem rama"
Ao fazer só maus negócios.
Todo o comprador nos engana.
Por descuido, ou muitos ócios?

SUSTOS

Já se murmura entre dentes,
"Somos país de insolventes".
Com o aumento da percentagem,
A bancarrota tomará forma.
E não existe qualquer reforma
Para nos melhorar a imagem?

JÁ ESTOU ROUCO!

Imagem bisonha
que tanto envergonha!
Assaltos a Multibancos,
continuados, como?
Não há um assomo?
Estão todos mancos?

Venha a tintagem geral!
Acabem com tanto mal!
Ou há interesse nisso?
O roubo é bem preciso?

RUÍNAS

O meu reparo
será amaro.
Mas tem a amargura
de uma criatura
que desgostosa
assiste à causa danosa
de ver país ao abandono,
pois o seu senhor e dono,
despreza o bem herdado
e com atitudes de bastardo,
promove obras faraónicas,
sem sentido, nem tónicas.

Ver Portugal em falência? ...
Acordem, vossas excelências!

ESTE E AQUELE

Nesta vida
tudo é relativo e comparável.
À justa medida
e sem ser muito amável,
comparo o Doutor Marcelo
ao seu antecessor,
ambos do mesmo elo,
das direitas, sim senhor!
Mas enorme, a diferença.
Um, apenas cavaco.
Outro não pede licença
para exibir bom trato.

Brilha o sol em Cascais,
a penumbra em Boliqueime.
Um menos, outro mais.
Ainda há quem teime?!...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

É um refazer
Do mal feito.
Repor, um dever
Do que é direito.

"CHULICE"

Os "chulos" da República,
Da privada e da pública,
Nidificam e proliferam.
Nunca vista, a roubalheira,
A coberto de toda a bandeira.
Muitos de bem longe vieram.

Chegaram como "descamisados"
Mas por compadrio amparados,
Subiram os degraus da fama.
Não por mérito d'inteligência.
Uma mórbida conveniência
Que os consporcou, em lama!

Estão nos mais altos cargos.
Alguns que julgávamos letrados
Não passam afinal de escória.
A caminhar com esta passo,.
Portugal será apenas, pedaço,
Com mau registo na História.

Ficará nos livros
Dos muitos mortos-vivos.
O bom, será deles,
Identificados, reles!

PERGUNTO

As flutuações do mercado
Serão motivo justificado
Para aumentar combustíveis?
Será esse o factor principal,
Ou é só mesmo, Portugal...
A flutuar como os dirigíveis?

O VALOR DE FERROVIA

Há quanto tempo já eu dizia,
Que o futuro está na ferrovia?
E quem sou eu afinal,
Para ter sonhos realizáveis?
Finalmente, vozes amáveis
Declaram aberto o sinal!

Não haveria e há agora
Vontade política sem demora,
No concretizar o desejável?
Venha o carril e o Progresso.
Tudo melhorará no regresso.
Comboios, novidade louvável!

AINDA O ENREDO ...

Fez birra, o Toninho bancário.
Abandonou a Caixa mais cedo.
Por segredo do seu numerário
Já não espera pelo Macedo.

Com a idade que já tem
Tanta birra, fica-lhe bem?

RETORNO AO PASSADO

Janeiro, é um reabrir
De fechados Tribunais.
Convinha agora aferir
Quantos custos anormais.

Continua o jogo do Rapa,
Tira, Deixa, Põe ...
Um, tirou a capa
Que agora outro repõe.





LEMBRAM-SE?

Não estudou Diplomacia.
Usou o calão da Banharia ...

Quem assim nasce torto,
a falar à moda do Porto,
Qual será o seu diálogo
Com os seus parceiros
Dos ditos, Estrangeiros?
Haverá, outro análogo?

POIS,POIS!

A Economia, depende
do bom investimento.
Alguém há que tal defende.
Mas daí ao cumprimento ...

Pois se o dinheiro voa
para longínquos rincões
e nem um só tiro soa,
a abater os "passarões"...

É ver os milhões a "voar"...
Sabe-se lá onde vão parar!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

QUADRA DO DIA

Discursou o Senhor Presidente
E todos ouviram os seus recados
Mas nesse momento bem presente
Alguns sentiram-se, melindrados.

ANÁLISE ÀS "BOCAS"

Do "poucochinho" que criticam
Ao tão pouco que conseguiram
A grande distância a que ficam
É de tal modo enorme ... Afiram!

IMPOSTOS

Mais indirectos
menos os directos
mas eles existem
como um pesadelo.
São, sem um apelo
males que resistem ...

Sumido o ano já gasto
recebemos agora o novo.
Para uns, o bom repasto
a outros apenas um ovo.

Igualdade, será contumaz
a geringonça irá rolando
por vezes em marcha atrás
com os donos engordando ...


ANO NOVO -VIDA NOVA?

Não! Comigo e sem surpresa
Haverá sempre a certeza
De que em tudo serei igual.
Talvez com certo exagero
Não procuro grande esmero.
Eu apenas, assim tal e qual!

A TRADIÇÃO CONTINUA

Porque tudo aumenta
Vá de carregar nos custos.
O povinho, esse lamenta
Não ganhando prós sustos.

Viagens, eletricdade, portagens ...
Irão ser bem mais penosos
A nós que só temos miragens
Na República dos ansiosos.

Menos ganhos e mais gastos
E o Zé, andando de rastos!


RESCALDO DAS FESTAS

Um contraste me deu desatino.
Passado o Natal do Menino.
Na humildade do nascimento.
Viveu-se depois tanta riqueza...
Não me conforma tal certeza,
Vendo o fausto desse momento.

domingo, 1 de janeiro de 2017

1 DE JANEIRO

Sumiu o velho ano
Que nos deu sarilho
Esperamos menos dano
Agora, com o seu filho.

NESTE PRIMEIRO DIA

A primeira missa do ano
Transmitida do Vaticano.
Ouvir o Papa Francisco,
Divulgar a Palavra de Deus...
Não indiferentes os ateus.
Aqui fica o meu registo:

Tanto ouro e incenso ...
talvez Imensa a alegria;

Quantos Cardeais
e tão belos cantos angelicais;

Imensa a Alegria,
traduzindo a simbologia;

Pessoas tão lindas,
figurantes de belezas infindas;

Só vendo. Imaginar não capaz.
Celebra-se, o Dia Mundial da Paz!

Assisti. Maravilhei-me e pensei
Numa reflexão em que ousei
E nesse ousar cometi pecado(?)
Mas tanta opulência, é injuria
No Mundo de tanta penúria
Que já vem do atrasado ...

Do Culto Cristão à festa pagã
A preencher toda uma manhã.
Enriquecer sentidos, ver e ouvir,
De Viena a Sinfónica Orquestra.
Magistral concerto, régia mestra!
Sem sair de casa ... no porvir.

Pudesse 2017 ser corolário
De muitos momentos tão sentidos:
Rezas com contas de rosário

E sentir Paz e Amor, consentidos.

AMÉM