"Não adoecer em Agosto",
um aviso de péssimo gosto!
Sou da Beira; ex-militar; India,Moçambique e Guiné. Na velhice o vicio da poesia, e o amor que me une às boas tradições beirãs.
Neste Verão de Agosto
ao sentir o tanto desgosto
que rodeia certa gente,
sonhei, ser um senhor Doutor
bem formado, de grande valor
e analista consciente.
Então, o sonho aqui mora,
não tardando p'la demora:
Eleito "Ministro da Água",
virtual, com seu efeito,
procurei o melhor jeito
para acabar, certa mágoa.
Publiquei um despacho,
do melhor, conforme acho:
As Juntas de Freguesia
deste pequeno país,
estudem bem, de raíz
e comprovem a valia
das muitas fontes correntes
que por aí são existentes.
Água corrente em bica aberta?
Captar esse bem precioso,
armazenar, de modo cioso.
Ideia de mente esperta.
Será difícil e muito caro?
Tal comentário não será raro.
Mas haverá maior riqueza
que este bem da Natureza?
Depósitos em quantidade,
de grande capacidade
onde julgarem ser possível.
Reter, para num futuro,
como uma luz no escuro,
resolver, de forma credível.
Em termos comparativos
com diferentes motivos,
não esqueçam, os cretinos
o obsceno dispêndio
que sabemos em compêndio
dos tais dois submarinos.
Remato:
Entre leis da rolha
e este desiderato,
não fiquem na encolha.
Neste páis de "iluminados"
há que atender aos recados
que os ilustres transmitem:
"Não adoecer em Agosto",
uma nota de fino gosto.
Sobre a mesma, meditem.
Tive agora bom exemplo
a confirmar em lamento.
Necessitei de um remédio
para me aliviar dor.
Prescrito pelo senhor Doutor,
a que recorri em assédio.
Pois, pasmem as almas de Cristo.
Onde já se viu isto?!
Esgotado nas farmácias,
o pretendido B12.
Neste país, agri-doce,
ou, "República das Falácias"?
É a vergonha da malta.
País onde tudo nos falta!
Uma estátua ao tal Sobrinho
junto ao Estádio de Alvalade,
ideia de "maluquinho"
com tão pródiga caridade.
Aumento da electricidade.
Se notícia tiver verdade
o que faltará ao povo
para se levantar em protesto?
Seja qual for o manifesto,
teremos revolução, de novo?
A Endesa,
já tem a luta acesa.
A retórica das excelências
sobre as falhas nas urgências
não covencem mesmo, ninguém.
Com tantas calamidades
podem fechar maternidades.
Brada aos cèus, um tal desdém.
Incompetência flagrante
da maioria dominante.