A obscena diferença
No que toca a juros
A quem dinheiro pertença,
Faz pensar, em tais apuros.
E deixa de acreditar no Banco,
Deixando, as contas em branco.
Sou da Beira; ex-militar; India,Moçambique e Guiné. Na velhice o vicio da poesia, e o amor que me une às boas tradições beirãs.
A obscena diferença
No que toca a juros
A quem dinheiro pertença,
Faz pensar, em tais apuros.
E deixa de acreditar no Banco,
Deixando, as contas em branco.
São cruezas a granel
Neste viver tão cruel.
Basta ver as leis que temos.
Grandes com pena suspensa...
Ao pobre, nem se pensa.
Vai para a "prisa", por menos.
A tropa que hoje temos,
Deus os perdoe a todos,
Regra geral, são menos
E com sujeição a rodos.
Ao Poder instalado
Que vos olha, de lado!
Pela passividade presente
O aumento é evidente.
E se não for controlado
Irá crescer de tal maneira
Que redundará em asneira
Teremos, "o caldo entornado"!
Meu Deus, tudo mudado...
Bem normal, sem cuidado,
Assim se fala, abertamente,
Do Goucha e seu marido.
Filho, jamais será gerado
Mas a união, é bem presente!
Mundo virado do avesso,
Anormal, como o conheço.
No angariar audiências
Ralam-nos as paciências,
Dois canais da Televisão
Em luta pelo topo.
São jogadas a ter em foco
Com montes de ambição.
E o povo, distraído,
Nem nota que tem sofriddo.