Bem longe ainda lá vem
A corrida para Belém
Como causa primordial
A merecer tal atenção.
Mas desculpem, peço perdão.
Isso será, servir Portugal?
Ou apenas a ambição?
Vocês todos me dirão.
Sou da Beira; ex-militar; India,Moçambique e Guiné. Na velhice o vicio da poesia, e o amor que me une às boas tradições beirãs.
Bem longe ainda lá vem
A corrida para Belém
Como causa primordial
A merecer tal atenção.
Mas desculpem, peço perdão.
Isso será, servir Portugal?
Ou apenas a ambição?
Vocês todos me dirão.
Pode ter sido premeditada
A morte do tal Prighozin.
Quem o diz pela calada
É um fulano do Kremlin.
Pela boca dessa figura
O porta-voz das intrigas,
Demoníaca criatura
Que mandamos...às urtigas!
Aprova, dizendo que sim
O famigerado Putin.
Um Passado de saudades
Fururo sem optimismo.
São muitas as verdades
Do nosso inconformismo.
E falando do Presente
Quem pode estar contente?
Para conseguir mais tropas
Já recorremos aos "minorcas".
Pela boca morre o peixe
E não haverá quem se queixe?
Assoberbadas grandezas
São próprias de gente pequena
Que só granjeiam tristezas
E por certo muita pena.
Sim, senhor Presidente
O que diz das Forças Armadas.
Mas tenha também presente:
São muito maltratadas.
Na vida tudo é relativo.
Os males de que padeço
Por vezes procuro um motivo.
Será que, por mau, os mereço?
Depois vejo os outros
Bem mais doentes que eu
A resposta vinda dos doutos:
Goza a vida que Deus te deu!
E fico tranquilizado.
Durmo as noites bem descansado.
Dizem que sou um poeta.
Lisongeado, replico:
Fazer versos não me afecta
Nem me torna mais rico.
Escrevo e tenho presente
Que isso muito me acalma
Mantendo viva a mente
E paz imensa na alma.
Sem pretender agradar
A "gregos ou a troianos",
Sossegado, deixo-me estar
Não me ralo com os danos.
Quinhentas mil as postagens
Que pretendo atingir.
Iniciarei novas viragens?
A mente irá decidir.
Enquanto a dextra escrever
E o cérebro obedecer...