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domingo, 20 de novembro de 2016

OUTROS TEMPOS

Nos meus tempos da Rádio
Que recordo com saudade
Todos fazíamos gáudio
De relatar com verdade.

Tal, era feito com parcimónia.
Onde, como e quando,
Taxativo, com cerimónia.
Era como que, um mando.

Restrição na palavra proferida.
Apenas e somente a necessária,
Em peso, conta e medida,
Nos casos de natureza vária.

Hoje, fico cansado de ver,
Nas têvês, em qualquer canal,
A antítese do que deve ser
Um relato simples, ocasional.

Repetir tantas vezes, em afronta
O que for, com imagens inerentes,
Nessas vezes sem conta,
Ralam a paciência, das gentes!

Caso dramático,
São a maioria, nesse jeito enfático.

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