terça-feira, 25 de abril de 2017

QUADRA DO DIA

Abril, um terço de ano.
A Alvorada no começo
Mas também desengano.
Bem mais eu mereço!

A FLOR DE ABRIL

Nem tudo cheirou a cravos ...
Houve muitos travos amargos
A manchar, bendita revolução.
Naquele período bom e louco,
Tivemos de tudo um pouco
Nesta que é. a nossa Nação!

Desde logo, os aproveitadores,
Autoexilados, ditos triunfadores,
Chamando a si, a chama da glória
E no abocanhar, mais que tudo,
Mesmo sendo doutores sem canudo,
Enxovalharam, a bela história!

Ganho sim, o direito à palavra,
Que estava fortemente amordaçada,
Acabou o sacrifício das guerras,
Viveu-se a esperança renascida,
Quando, tanto tempo esquecida!...
Mas Abril ... que mais encerras?

Tão só isso, já será de mais?
Pelo tanto que sofreram, nossos pais?

Nós, os seus filhos,
Continuamos com tantos sarilhos! ...

GANHEI DIREITO À PALAVRA

Em Abril o que aconteceu?
O povo acordou do pesadelo
Mas de novo adormeceu.
Algo parece ... voltar a sê-lo!

Falo apenas e só por mim.
Os outros, dirão de si.
Mas após revolução assim,
Que melhoras já senti?

O facto de poder falar?
Nunca ninguém me calou!
Não guardo ter de calar
O mal que alguém causou.

Quarenta e três, são passados.
As melhorias, tento vê-las.
Sou um dos muitos roubados.
Continuo ... a olhar as estrelas.

Tenho sido um bom crente.
Acreditei nas vossas ideias.
Hoje, neste mal presente,
Recordo as muitas teias.

Quantos, auferiram proventos
De toda a ordem e feitio,
À custa de actos nojentos
Obtidos sem o mínimo brio?!

Então eu, como honesto
Vos pergunto, sem engodo,
Comido já todo o resto,
Onde está, afinal o todo?

Recordo, vieram de fora,
Arvorados em libertadores
Que se apropriaram na hora
Dos capitosos valores...

Liberdade e libertinagem,
Aliados após o desejado golpe,
Criaram uma má imagem.
Esperemos que não volte!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

QUADRA DO DIA

Sinto nojo ao pegar
Num jornal lambuzado
Por quem a página virar
Depois do dedo molhado.

ADEPTOS

Ao ver aquelas criaturas
Gritando e à molhada
Pareciam cavalgaduras
Em magote ... na manada!

CONTAS DO MEU ROSÁRIO

Deixar de ser como sou
Por favor ninguém o peça
Nem por muito me dou
O jurei numa promessa.

A certo coelho mariola
Que me cortou a pensão
Usando da mesma bitola
Corto-lhe o pelo, pois não?!

Tive um amor traído
Mas perdoei a traição
Apesar de ter sentido
Bem triste o coração.

Escrevo
por prazer.
Sinto enlevo
podeis crer!

Nunca digas ser tarde
Para fazer seja o que for
Também não faças alarde
Se for grande o teu valor

A morte tudo redime
Até aos maus se perdoa
Mas na viva quem oprime
Não será grande pessoa

ADEUS AMIGA IVONE

Num belo dia para viver
Uma amiga fui a sepultar.
Na vida o que tem de ser
Ninguém consegue evitar.