sábado, 14 de novembro de 2015

SENTIDO FIGURADO

A Política, figura nojenta,
Feia de pelo na venta,
Suja nos actos e atitudes,
Porca alimentando filhos
Que de si só dão cadilhos,
Isentos de valores e virtudes.

Não foi criada por Deus.
Só professa crença de ateus
Como ambição e ganância.
Tem muitos fiéis da crença
Que recebem por avença
De todo o modo e circunstância.

Quem a inventou afinal?
Perde-se no tempo o sinal.
Alguém que trabalho cansava,
Lança mão de ideia besta
E meteu na mesma cesta
Outros iguais de valor, nada!

Evoluiu nos tempos modernos
Criando ódios e infernos
Sempre na maior contradição:
Proteger os seus acólitos,

Aos outros provocar vómitos,
Discriminatória com intenção.

Dar aos ricos, a estabilidade
Aos já pobres maior precaridade
E sem se desviar do mau rumo.
Desequilibrar a balança decimal
E neste país que é Portugal
Já nem há fio de prumo!

Perdeu a normal verticalidade.
A que mantinha em fraternidade
Todos os irmãos da mesma origem.
A "porca" até consegue desirmanar
O que antes deveria igualar.
Na prática, quantos se afligem?

Por estes simples reparos
Odeio a Política e os seus filhos
Bastardos de ideais pouco claros
Nascidos para nos dar sarilhos!




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