quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

JÁ FUI MILITAR

Eu senti
que teria avançado
ao rufar do tambor.
Iria, ao som afinado
do clarim, no seu tocar.
Porque me sentia,
inebriado
para cumprir, nesse dia,
o meu dever de Soldado:
Defender a Pátria,
no chamamento!
Um marchar cadenciado
me levaria ao inimigo.
De baioneta calada,
nem sentiria, o real perigo!
…..………………………
Acordei
respirando com alívio,
por saber, que já não era, militar.
E o sonho, acalentado,
na juventude, inocente,
deu-me a saber,
que não defendia nada,
a não ser, interesses
de certa gente.
Por tal verdade, na real …
passei à disponibilidade!

Sem comentários:

Enviar um comentário