domingo, 27 de março de 2011

QUADRAS RIMADAS

Os terríveis animais ferozes
Se abatem,com retórica
Ergam-se,pois,as vozes
A Nação não está afónica.

Sendo o gasóleo,para iates
Vendido a metade do preço
Andamos nós,a "penates"
Ou sentamo-nos no trapeço?

Pior do que o FMI
Só mesmo a Excelência
O que muito se ri
E nos rouba, a paciência

Taxam os Bancos,por baixo
Reduzem IVA aos golfistas
Então,eu me "agaixo"
P/ra obrar,ás vossas vistas.

Em frente!Venha o manifesto!
Mulheres a conduzir este País
Se aproveite,o que do resto
É tão pouco e ninguém diz.

Fora com este desGoverno
Outro pior é impossível
Mau,dar a estafermo
O poder do remissível.

Por vezes me interrogo:
Será que governados em Ditadura
Cairíamos no mesmo logro
Desta Democracia imatura?

Quando se diz:"Salazar,ditador"
Peço meças e comparações
Se medido,em padrão de valor
Ajustável,a estes figurões.

Tenho o coração cansado
Pelos vícios desajustados
E por muito te ter amado
Tão novos...já namorados.

Hoje,Dia Mundial da Poesia
É dia meu,poeta menor
Que ao escrever,no dia-a-dia
Dou à Vida,sentido maior

Julgando-se,acima do razoável
A Excelência agiu muito mal
Atacou,esquecendo o viável
E assim caíu do seu pedestal.

Não sou,um homem bom
O digo,com alguma mágua
Mas Deus,concedeu-me o dom:
Distinguir,o vinho da água.

O Governo caíu!Agora,por favor
Fechem a torneira,calem o bico
Saturam,massacram,um horror!
Dizem e voltam a dizer,o já dito.-

O provável,novo Guia
No seu estilo gabarola
Ainda não "chegou o dia"
Já tira,coelhos da cartola.

Aumentar o IVA,ora bem
Em anunciada antecipação
Já quer,o último vintém
Dos pobres desta Nação?

"Muitas vezes me pergunto
porque fizeram isto ao País"
Saída de certo "bestunto"
E do estofo,de quem o diz.

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