sexta-feira, 3 de agosto de 2018

NEM O CALOR ME CALA

Ao privatizar serviços
Que ao Estado competem
Às vantagens dos sumiços
Tantas falhas se cometem.

Com taxas e impostos
O Estado vai à carteira
Dos pobres e indispostos
Que lamentam tal maneira.

O Verão estava esquecido
Mas acabou por chegar
Causando um tal alarido
Pelo calor que é de queimar.

Há falta de "cabelo branco"
Na nossa digna Assembleia
A alguém ouvi este pranto
E compreendo a sua ideia.

O que tanto assim falhou
Continuar nas mesmas mãos?
Decerto alguém aldrabou
A boa-fé dos cidadãos.

Dar lucro a accionistas
Mesmo que nada preste
Será negócio de "artistas"
A envolver o tal Siresp.

Custa muito ser enganado
Comer do que não gosta
E o engano se é do Estado
Merece a pronta resposta.

Nem que vendam submarinos
Aos incêndios meios de ataque
Neste país de actos asininos
Não há um raio que os parte?!

A demonstrar optimismo
Quando falam da desgraça
Só revelam o seu cinismo
Pois a imagem não passa.

Será preso em casa
Se sua mãe deixar
Esta cena extravasa
E tanto faz pensar.

O Governo bem queria
Mas de nada lhe serviu
Continua a rebaldaria
E esse Siresp sorriu ...

Quem nos engana
Ao assumir a culpa
Virtude bem humana
Seria pedir desculpa

O Mundo é uma floresta
Onde os homens são bichos
O que era bom não presta
Vivemos atolados em lixos.

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