domingo, 20 de janeiro de 2013

MENINOS À ESCOLA (EM ÁFRICA)

Imaginário.

Meninos negros da sanzala, 
os vejo, na vossa aula,
em aprendizagem singela,
das letras do abecedário.
Como é singular, o cenário:
na "sala", a imensa janela,...
que não existe, onde está ela?
À vista, as terras de Catumbela,
extensas, lisas, cobertas por capim
e vós, absorvidos na escrita,
debruçados, em imagem bonita,
sem queixumes, do ruim,...
Que é tudo e muito! É tanto!...
Desde a carteira, cujo tampo,
é tábua de árvore do mato.
O banco, também pouco confortável
que alguém, de modo amável,
fabricou, toscamente, por inapto.
É tão pobre a vossa escola!
A vós, também pobres sem sacola,
deram lápis, caderno e pouco mais.
O livro é geral, p'ra recitar o bêabá,
aprendizagem universal, de cá e de lá,
das nossas linguagens dos "portugais"

     ...que os meninos de cor aprendiam,
     sem saber, que outros tempos viriam!

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