Com injectável de ironia.
Senhor, "iluminado da Saúde",
Acerca da visão a que alude
Para que as gentes não adoeçam,
Lhe tiro o chapéu, me curvo servil
E considero, o dito imbecil!
É bom que as pessoas não esqueçam:
Do sacrossanto Estado, todos temos
Desde sempre que nos lembremos,
Ajudas. Meios de verba farta
Para prevenir quaisquer doenças,
Sejam quais forem as nossas tenças,
De que a mesada se reparta.
Daí então, o frequentar termas,
Tem sido, às pessoas enfermas,
Um regalo para o inverno.
Comparticipações, generosas,
Do sabonete à àgua de rosas,
Na higiene dum bem eterno!
Alimentação, bem saudável
Pois a reforma, considerável,
Nos permite comer do melhor!
Aquecimento? Custo irrisório!...
Dá conforto! Sinto-me finório
E lhe dou graças, meu bom senhor!
Com todas estas mordomias
Que o Estado nos concede (?)
Essas suas parvas teorias,
Não passam, de conceito que fede!
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