domingo, 17 de novembro de 2013

NÓS, OS VELHOS

Por idoso, somos "supranumerário",
Conceito deveras ordinário,
Que vê no velho, simples sarilho.
Um número apenas, não gente,
Avaliado por pseudo dirigente,
De tosco saber e escasso brilho.

Peço meças à "canalha"!
De mim, já dei que valha.
Desde bem cedo, trabalhei.
Por vocação, também militar,
Até ao momento de considerar,
Que sendo visionário, errei!

A minha arma, não defendia a Nação,
Mas sim, "o dono da plantação"!

Sempre cumpri e fiz cumprir.
Motivo que hoje me faz carpir,
Ao ver a actual "bandalheira":
Ídolos com pés de barro,
Dirigentes, cheios de sarro,
Ostentando na lapela, a Bandeira.

São estes mal formatados 
Que nos roubam os ordenados,
Pensões ou míseras reformas.
Querem, "acabar-nos com a raça",
Neste aumento cruel da desgraça,
Abusando, das mais torpes formas.

Somos considerados impecilhos?
Que dirão amanhã, vossos filhos,
Na linguagem d'hoje: "cotas tótós"?
Esquece, esta "nossa malandragem",
Ter de percorrer, longa viagem,
Até serem, tal como somos, avós?

Vaticino e a Deus suplico:
A tais "aves, Cortai-Lhes o bico"!
Não merecem, o bom poleiro.
Que respeitem, "o ser grisalho".
Tal cor é espelho de longo trabalho.
Deve merecer, o respeito por inteiro!






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